12.27.2007

Encontro poly em Lisboa, 28 Dezembro

Amanhã, encontro e tertúlia sobre poliamor com o habitual grupo de Lisboa da comunidade electrónica PolyPortugal.

Será ás 21h, na zona da Baixa/Socorro (p´raí). Quem quiser ainda aparecer, deixe um comentário neste post até amanhã ao meio dia para receber o resto das indicações.

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12.16.2007

Rolling Stones I am free

Rolling Stones I am free

http://www.lyricsfreak.com/r/rolling+stones/im+free_20117891.html

Im free to do what I want any old time
Im free to do what I want any old time

So love me hold me love me hold me

Im free any old time to get what I want
Im free to sing my song knowing its out of trend
Im free to sing my song knowing its out of trend

So love me hold me love me hold me
cause Im free any old time to get what I want

So love me hold me love me hold me

Im free any old time to get what I want
Im free to choose who I see any old time
Im free to bring who I choose any old time

Love me hold me love me hold me
Im free any old time to get what I want

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12.10.2007

Categorização


Coisicas que me irritam, independentemente das "minorias que eu sou" na minha vida, poliamor, lésbica, vegetariana, estrangeira onde vivo, ateísmo, são as gavetinhas, categorizar.. Somos constantemente categorizados.. por ser homem, mulher, a nossa origem cultural, a cor da pele, a pronúncia, tipo de roupa, profissão, religião, tamanho, orientação sexual, deficiência, relationship status etc etc etc...

Para quem não está habituado a este tipo de argumentação, que experimente uma das situações seguintes... ir viver para o estrangeiro, nem precisa de ser um estrangeiro muito exótico, Alemanhas ou Francas são mais que suficientes, e ouvir pérolas como "se és portuguesa tens de ser católica, conservadora, monogâmica, heterossexual, retrógrada, cozinhar bem, ter mau feitio, dançar bem" e mais todo um chorrilho de asneiras que nem vos passa. Ou simplesmente, ir como mulher, jantar com um amigo gaijo a um restaurante velha guarda (ou não) em Lisboa e ver quem é que recebe a conta. Querem apostar? Sou tratada de maneira diferente em situações onde as pessoas não me conhecem simplesmente porque as pessoas fazem a categorizar automaticamente... Sou tratada de maneira diferente consoante se me apresento como "solteira" ou não, como "poliamorosa" ou não, como lésbica ou não.

A categorizar, tal como o medo, é um mecanismo protector. É bom categorizar os leões como animais que nos podem trincar o pescoço e mais o resto. mas tal como o medo, o que é demais ou deixa de ser critico é igualmente perigoso e erróneo. A categorizar em extremo leva a racismo, machismo etc.

Nao é por ser mulher que eu vou ser A, B, C e D (exemplos de coisas As Bs e Cs seriam coisas como gostar de cozinhar, ser boa comunicadora, estacionar mal, ir à missa, dancar salsa, tirar os pelos) e não é por eu recusar A ou C que me torno automaticamente menos mulher. Isto não é necessário demonstrar, assumo que toda a gente que lê este blog já sabe isto e não precisa de que o repitam. Mas porque não ir um pouco mais além? Porque não subverter tudo isto? Porque não assumir uma intersexualidade política? Porque repetir alto e bom som "All gender is drag (Patti Smith)"? Porque na verdade o género é uma construção social, na qual variação individual é permitida ma non troppo. Mas essa variação individual pode ser, além de um acto político, um acto de grande diversão.

Em toda a Europa, a propósito de toda a discussão trans, que tem sido extendida para alem duma questão politica, tem havido um sector inquieto de pessoas que se definem como nem homem nem mulher, e desconstroem de maneira hábil e divertida os clichés de género com festas, marchas e performances. Amigas minhas começam a definir-se como intergénero e a recusar se a preencher o quadradinho do "género" em inquéritos de mercado.



Deixo vos o prazer da investigação, peguem no web-browser da vossa preferência e usem keywords como: gender benders, gender blenders, after gender, any gender is drag, any gender is dreck...

e peguem nas barbas postiças, saias, eyeliner, kilts, cartucheiras, verniz e façam um carnaval, mas melhorado, e façam uma festa em que toda a gente faca o mesmo!!!

Sugestão prática para todxs: guardem um pouco do vosso cabelo quando o cortarem. Comprem cola de silicone, embora goma arábica também funcione bem, espalhem na cara e usem um pincel de make up daqueles grandalhões para espalhar os pêlos. Dá uma barba muuuuuuuito credível. Usem as viagens de metro e os tempos mortos do vosso dia a dia para descobrirem qual a barba que vos agrada mais e que vos fica melhor. Eu por exemplo gosto muito da barba de "professor de história" mas faz muita comichão!

http://plone.ladyfestwien.org/program/workshops/any-gender-is-drag-all-gender-is-dreck-ein-gendermixworkshop
(scroll down para inglês)

http://plone.ladyfestwien.org/program/etc/any-gender-is-drag-all-gender-is-dreck-muenchen
(scroll down para inglês)

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Ladyfest Munique Janeiro 08











12.07.2007

Alguem conhece o Alfabeto Manual Português?

(imagem tirada de http://profsurdogoulao1.no.sapo.pt/)


Estamos no Ano Europeu de Igualdade de Oportunidades. http://www.igualdades2007.com.pt/

Este blog é uma obsecao pegada com poliamor, queer e feministas, mas a questão do tratamento e percepção das minorias acaba por vir cá ter, de vez em quando, um pouco por acaso, outras vezes não.


Desta vez não é por acaso, é por razoes pessoais :-) que alguns de vocês conhecem.

Há cerca de 30.000 surdos em Portugal, e, fazendo uma comparação provocadora, uma incidência comparável à transsexualidade (1:1000 a 1:2000), se quisermos pegar numa estatística que os leitores habituais deste blog (comunidade LGBT) talvez conheçam melhor. Nao vou discutir a quantidade de enorme de trabalho que falta fazer neste tema a nível politico e/ou institucional, deixo-vos esse trabalho googliano, e para quem nunca viveu de perto com a situação, aviso que é mesmo muito o que está por fazer. Queria pegar apenas no ponto de vista do cidadão comum ou mesmo na percepção solidária dentro, por exemplo, das Comunidades/Associações LGBT, que por serem discriminadas e terem um discurso/background de desejo de solidariedade, respeito da diferença, etc, talvez pudessem/devessem ter maior sensibilidade para o caso.

No meu artigo sobre o Encontro Lésbico da Primavera, LFT (http://laundrylst.blogspot.com/2007/06/resumo-geral-do-lft-encontro-lesbico-de.html) referi a enorme solidariedade presente em todo o evento: assistentes de cadeiras de rodas, mobilidade assegurada, tradutoras em língua gestual, you name it. Precisamente as associações LGBT deveriam tentar chegar especificamente pessoas que têm uma vida duplamente discriminada e excluída. Claro que é fácil falar, isto exige meios, mas pode se pelo menos espalhar uma cultura de "boa vontade"...
(iniciativa de louvar, o encontro "Discriminar não é Humano", organizado pelo núcleo da Amnistia Internacional de Matosinhos - ver http://grip-ilga.blogspot.com/ ou http://nucleodematosinhos.blogspot.com/)


Mas alguém sabe o básico? ou continua se a achar que aprender tal coisa (Língua Gestual Portuguesa http://pt.wikipedia.org/wiki/Língua_Gestual_Portuguesa) é só para os outros? para os que "precisam disso"? que "isso não é coisa que me faca falta"?

Eu diria pelo menos toca a aprender o alfabeto manual. Nos saudosos anos 70 em Portugal, em que se respirava solidariedade e a vontade de criar uma sociedade melhor, uma professora ensinou-nos o básico na escola. Pelo menos para dá se poder trocar meia dúzia de cortesias numa festa :-)

Este site, que descobri há pouco tempo, ensina a LGP com uma banda desenhada que é simplesmente deliciosa:

http://profsurdogoulao1.no.sapo.pt/
(tem links para os capítulos seguintes, substituam o 1 por outros algarismos!!!))

foi de lá que tirei a imagem acima, contendo o Alfabeto Manual Português!

Para aprender:

Divirtam-se!


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um blogue sobre sexologia


Está a começar, é heterocentrado, mas talvez pode ser útil (sim, continuo cheia de vontade de falar de sexo)

Descobri ao analisar os referers que apontam para aqui:
http://belizsexologia.blogspot.com/

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12.01.2007

Criancas biológicas de três progenitores


(imagem palmada por ser tão boa de www.juliopereira.pt)


De acordo com este artigo, usando técnicas de clonagem avançadas, daqui por 10 anos seria possível que três progenitores possam contribuir com material biológico para o nascimento de uma mesma criança.

Ergo, é possível que um trio de um homem e duas mulheres tenha uma criança biológica (por enquanto e por imperativos técnicos parece ser limitativo o ovo ter sido fertilizado de modo "convencional", mas os "espertos" que se pronunciem, que isso para mim são detalhes). Nao me vou debruçar se é correcto ou não, deixo isso á discrição dos leitores.

Os detalhes técnicos, científicos, assim como as acesas discussões legal e ética podem ser lidos aqui:

http://news.independent.co.uk/sci_tech/article3172139.ece

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11.29.2007

Melissa e os threesomes

Que gaja mais chata! Cortes!



Melissa Etheridge - Threesome


Some people try to keep something alive
After it's gone, After it dies
They try all kinds of things
Like taking off rings
Swapping up keys
Seeing who swings

I'm happy to say that you and I've got no problem
Baby, I just wanted you to know

Chorus:
I don't wanna have a threesome
I don't wanna sleep with nobody else
I don't wanna be a swinger
I'd rather keep you all to myself

Now, sometimes at nightafter the kids are in bed
I'm changing the channels
And you're surfing the web
I stumble onto that show
With all of those ladies
You know with those things
Acting all crazy

I don't know how they manage
To do all that damage
We barely find enough time to kiss

(Chorus)

I've got enough spice
In this family life
I don't need an affair with a friend

I don't wanna have a threesome
Ever again

So I'll get away
If you can slip away too
I'll meet you at three
Alright, I'll meet you at two
We know just where to go
We know just what to do
It's perfect that way
Just me and you

(Chorus)

I've got enough spice
in this family life
I don't need an affair with a friend


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I don't wanna have a threesome
I don't wanna have a threesome
I don't wanna have a threesome
Ever again

11.27.2007

resources sobre swing

(encontrado no forum dominium)

um artigo sobre a história do swing em Portugal, incluindo muitos contactos e ferramentas úteis:

http://www.geocities.com/johnyboyxxx/Portugal.htm

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Paciência


Novembro é isso mesmo, mês de ver chover, de ficar em casa, a bebericar chá e a ouvir música particularmente embaraçosa, sentir a falta dos que foram, sentir saudades de amores antigos ou remoer porque o amor presente não é como queremos, ou porque não conseguimos dar o que querem de nós.. Ou ainda, porque damos tanto que alguém acabe por se sentir mal por esse excesso.

Nem sempre as coisas são fáceis, nem sempre por se rejeitar paradigmas problemáticos implica necessariamente que todo o novo terreno por desbravar vai ser fácil. Precisamente por ser novo e tão belo… torna se por vezes difícil.

Onde ir buscar apoio e conselho para problemas pouco frequentes? Como comunicar problemas e sentimentos novos? Como resolver conflitos dentro de relações que têm poucos exemplos de onde copiar comportamentos e ir pedir conselhos? Onde parar de discutir conflitos e viver um pouco? Onde viver menos um pouco para resolver conflitos pendentes?

Hoje só peço: paciência. Para mim e para elas.

(Obrigada a todxs que me apoiaram, presencialmente ou não, e que acham piada á historia e que querem que ela funcione)

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11.21.2007

um esquema de langdon


um possível, de muitos..


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Pensamento da semana II: "Serial-polyamory"


Um dos preconceitos contra poly é que " as pessoas poliamorosas ou poliamantes começam a procurar outras novas fora da relação, assim que há problemas na relação original, ou pelo menos perdem parte do interesse (ou da excitação inicial da descoberta) nesta"


Claro que uma frase assim não pode ser verdade, ou é pelo menos que uma generalizacao injusta que não descreve comportamentos pessoais mas sim um eventual comportamento geral ou ética de grupo, e que ainda por cima em termos práticos a esmagadora maior parte das vezes nem sequer é verdade. Geralmente as pessoas poliamorosas interessam-se por outras porque sim, porque encontraram alguém interessante e não têm, ao contrário de quem vive dentro do paradigma monogâmico, necessidade de reprimir esse interesse.


Mas o que se pode dizer, sim, em abono da verdade, é que existem pessoas poliamorosas que saltam alegremente para próxima relação assim que a primeira começa a dar problemas ou quando a excitação inicial arrefeceu. Por outras palavras, não é por algumas pessoas serem poliamorosas e não terem a pressão de encaixar em comportamentos do género serial monogamy que necessariamente não vão ter comportamentos escapistas do género fuga para a frente semelhantes (não terem que lidar com eventuais problemas da(s) relação/oes mais antiga(s)). Ou seja, desinvestem da relação ou relações mais antigas e olham alegremente em frente. No caso do contexto poliamoroso parece-me que é mais difícil confrontar a pessoa com isto e tentar dar a volta ao problema, porque se vai esbarrar em argumentos como não fazer sentido forcar alguém a ter certos sentimentos ou comportamentos (será algum resto de "polyfobia" interna a escrever isto por mim??). E mesmo com todas as ferramentas que o modo poliamoroso de vida dá (hábitos de conversa, troca de informação e análise, experiência na gestão de conflitos, tempo e necessidades emocionais, etc) é difícil lidar com isto, seja num contexto poliamoroso ou não.


My two cents.


11.16.2007

Marjane Satrapi "Embroideries"


Apenas marginalmente relacionado com poliamor, mas gosto desta autora e dos seus comics minimalistas e das suas historias cruéis e ternas ao mesmo tempo.

Neste álbum, Embroideries, a jovem Marjane, adolescente, assiste sem sombra de censura ou mal estar ás conversas que as mulheres, adultas, da sua família e "arredores", têm enquanto bebericam o seu chá.

Em qualquer parte do mundo, qualquer grupo que se sinta à vontade para falar vai trazer coisas do arco da velha, aparentemente inverosímeis. neste caso, as mulheres vão falar sem pejo nem peias de amor, sexo, verdades, meias-verdades e mentiras.




Reflectindo a variedade de mulheres sentadas à mesa, vão ser igualmente variados os tipos de discurso. Enquanto uma das mulheres fará a apologia de um amor tipo romântico outra logo a seguir sugere várias técnicas como melhor enganar o marido em diversos aspectos.


um ponto curioso próximo em pertinência do tema poliamor... uma das mulheres defende abertamente porque gosta do papel da amante em vez do papel de esposa. primeiro porque um dos temas que se fala sempre a propósito do poliamor é a recusa ou não de certos papeis pessoais ou tipos de relação "chapa 3", e em segundo lugar porque precisamente há uma escolha determinista desta mulher por uma determinada qualidade e tipo de vida, ao qual a sua vida emocional se encaixa e não o contrário.


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11.15.2007

Jogos Humanos, BD de Paulo Patrício e Rui Ricardo


"Jogos Humanos" é uma verdadeira história poliamorosa, do princípio ao fim. o argumento é de Paulo Patrício e os desenhos de Rui Ricardo.

Nao há muito que dizer. Até começa com um casalinho heterossexual chatérrimo sentado num banco de jardim, provavelmente como quase toda a gente já fez algum dia.

Percam o amor ao dinheiro, comprem e leiam.

Talvez possa acrescentar afinal alguma coisa. Este livrinho acompanhou me desde o principio da minha "aventura" poliamorosa, há uns anitos valentes, principalmente na altura em que eu achei que ia dar com os burrinhos na água, que ia ficar sozinha à pala de fazer tanta experiência e tanto-pôr me a mim própria e aos que me amavam nos limites dos limites da paciência e capacidade de aguentar barcos.

sobre Paulo Patrício:
http://maisbd.mundofantasma.com/autores.php?autor=Paulo+Patr%EDcio
http://www.paulopatricio.com
http://lambiek.net/artists/p/patricio_paulo.htm


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11.13.2007

As próximas Ladyfests, Europa fora. Para quando em Portugal?


A Ladyfest é uma festa para todos feita por "senhoras de todos os géneros (sic)".

Nao é um evento único, antes ocorrendo em diversas cidades desde que haja uma equipa disposta a arregaçar as mangas e a pegar no conceito. É, e passo a citar do manifesto da Ladyfest 2005 em Nuremberga, "uma plataforma para actividades culturais e politicas de mulheres, queer, transgéneros e intersexuais: é UM ENCONTRO DE SENHORAS DE TODOS OS GÉNEROS, dirigida para quem não é normalmente fácil encontrar uma plataforma para o seu trabalho criativo. É um evento DIY (Do It Yourself). É organizado por voluntárias no seu tempo livre e não tem fins lucrativos (...). Este projecto tem por fim fortalecer os sentimentos de interesse comum e encorajar senhoras de todos os géneros a tornarem-se activas. Desde concertos, a exposições, passando por discussões filosóficas ou políticas, festas e filmes, muita variedade estará disponível (...) A celebração será feita (concertos ou DJaning) ao som de musica "feminina"/queer/transgender" (...). A Ladyfest é dirigida a todos, não só a mulheres biológicas"

Acrescento meu, geralmente foge muito ao mainstream e anti-normativo é a palavra de ordem subjacente a tudo. Por outras palavras, é uma festa onde se encontra diversidade, queer friendliness, criatividade (muita improvisação, DIY e coisas presas com cordéis), feminismo, sexualidade desempoeirada, you name it.

Define-se fortemente como contra cultura, intervencionista, de esquerda e como opondo-se fortemente à pressão mainstream de encontrar soluções "one size fits them all" que neguem a individualidade e diversidade que (felizmente ainda) abundam dentro da(s) nossa(s) sociedade(s). Encoraja por consequência todo o tipo de DIY (Do It Yourself), todo o tipo de diversidade e de discurso e prática politicamente correcta e anti-discriminatória. É também precisamente por esse encorajamento da diversidade e do DIY extremamente divertida e descontraída!!


A titulo de exemplo, deixo aqui um extracto do programa da Ladyfest de Viena 2007: para vos despertar a curiosidade (deixei os textos em inglês sempre que achei que era mais descritivo que em português): "Stencil, ferramenta de arte e intervenção política", "Drag yourself, extend your Self", "Do it yourself: Dyke styling, do your own dyke-clothes", "Escrita criativa, como melhorar um texto ou mandá-lo pela janela", "Da teoria queer à prática politica", "Crashcourse de hardware (computador)", "O viver precário como forma de Resistência na sociedade contemporânea", "Filmes porno queer-feministas", "Tecnologia de som", "Segurança no computador", "All gender is drag", "Gendering the Wikipedia", " Open source software", "Bondage", e finalmente, a workshop que eu co-moderei, "Uma, nenhuma ou muitas: formas alternativas de relação". No dia de abertura, esta festa contou com uma sexparty ("QueerEruption").


O que eu gostava: Uma Ladyfest em Portugal. Basta querer, e pegar no conceito. Voluntárias?



Próximas Ladyfest:


Ladyfest Brasil


Ladyfest Londres
Ladyfest Munique
(ou no myspace)
Ladyfest Berna
Ladyfest Spain (alguma info aqui)

mais? ... (procurem, ou perguntem-me)



mais informação:
http://en.wikipedia.org/wiki/Ladyfest
http://laundrylst.blogspot.com/search?q=ladyfest


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Abra o livro mais próximo na página 161

Forum Deficiência e

3º Debate do Fórum da Igualdade - Deficiência e não-discriminação, a 16 de Novembro, em Almeirim


o tema da (tentativa de) categorização da pessoa portadora de deficiência continua premente, em todos os seus aspectos. A discutir com urgência, em todos os sectores da sociedade. Há muito por fazer, na sociedade portuguesa acerca da percepção da pessoa portadora deficiência e sua valorização.

11.11.2007

SEXO: 2nd PornfilmfestivalBerlin 2007


Ando cheia de pica para falar de sexo. Nao é que não o faca na minha RL, quem me conhece sabe o desbocamento em que vivo, mas andei sempre atrofiada acerca de falar de sexo aqui, neste blog, não fosse um artigo mais descuidado ou uma mente mais distraída saltar para a conclusão que poliamor é mesmo só coisa a ver com sexo e "mai' nada". Já se provou inclusivamente que é o contrário ;-) Mas falando a sério, estava preocupada sim, que se saltasse para a associação errónea entre poliamor e sexo, e por muito amador que este blog seja, gosto de pensar que tem uma função informativa.

Pois, mas essa vontade de falar de sexo não vem do nada, não vem do meu gosto pessoal em falar de sexo. Vem de várias coisas que têm a ver e muito, com a natureza informativa (ou provocadora) deste blog. Uma é o poliamor em geral ser sex-positive, ou seja, ter uma atitude geralmente aprovadora e desbloqueadora em relação ao erotismo em qualquer das suas manifestações. O sexo aparece desaclopado das relações, ou pelo menos deixa de ser o complemento necessário e absoluto de qualquer relação saudável ou que pretenda dar uma aparência saudável. Em segundo lugar, para quem gosta de sexo (que não é toda a gente), o sexo pode ser uma maneira de exercer uma comunicação emocional que transcende toda a nossa linguagem e qualquer habilidade circense que os nossos neurónios intelectualoides consigam fazer. Depois, se eu analisar os counters/referers deste blog e como é que alguns cibernautas vêem parar aqui, tenho de admitir que não é porque se interessam por poliamor, temas de género, direitos humanos ou utopias, mas sim por "sexo em publico", "lésbicas trios" e outras coisas não menos interessantes (embora não me apeteça escrever sobre isso).

Por isso, amigos, leitores, companheiros de conspiração desenvergonhada e antagonistas, preparem-se, pois eu vou começar a dizer as barbaridades que me passarem pela cabeça. E nem sempre garanto que vão reflectir todos os meus princípios. talvez muitas vezes passarei aqui informação que acho interessante, mas que ainda nem sequer me fez emitir ou formar opinião.

Uma coisa que achei piada e que me mordi toda por não ir dar uma espreitadela foi o "2o Festival Porno de Berlim" (24 a 28 Outubro 2007).

http://www.pornfilmfestivalberlin.de/07-e-index.html

Deixo-vos o prazer ou desprazer, consoante a atitude em relação ao porno, de navegar no programa de filmes e de encontrarem coisas à medida dos vossos gostos. Eu pelo meu lado vou tentar falar sobre coisas sérias ;-)

Nao houve só filmes e festas descabeladas para todos os gostos. Houve apresentações e painéis de discussão sobre temas tão variados como pornografia sob a ditadura de Ceausescu, qual o presente e o futuro de pornografia feminista (ver artigo relevante) ou sobre a masculinidade como uma representação de género.

Os filmes foram todos classificados em sectores de interesse (não necessariamente mutuamente exclusivos)
(H)etero, (S)gay, (L)ésbico, (NX) Sem cenas explícitas de sexo, (D)ocumentacao, (FT)Fetiche, (SW)Sexwork e (F) Mulheres (filme rodado de um ponto de vista feminino).

Os argumentos dos sectores dominantes dos movimentos de direitos humanos e feministas a condenar a pornografia são conhecidos, na minha opinião válidos, e mostram o lado negro da indústria do porno, e as reacções a este festival não se fizeram esperar...

...mas numa altura em que os mercados (sim, os mercados são uma forca motora, quer queiram quer não) se modificam e se diversificam, em que uma nova consciência (as consciências são outra forca motora -> mais satisfeitos?) se desenvolve, pode haver espaço para uma pornografia que não seja degradante? e que apresente soluções novas para um paradigma antigo? podemos simplesmente pegar na definição de arte à Andy Warhol (em que arte é tudo o que se faz) e deixar de estabelecer fronteiras entre a pornografia e artes mais elevadas em que se passa a usar erotismo que é palavra mais fina e que não arranha tanto na garganta?


Eu não sei sinceramente as respostas a estas perguntas..


Costumo dizer que pornografia é o que os outros definem como erotismo e que nós não aprovamos. e que erotismo é a pornografia que consumimos e que está implicitamente aprovada. Mas é uma frase para se tomar com um grão de sal e só para usar na presença de zelotas. Nao é para se levar a sério. Mas é para se pensar sobre isso.


Quem viu diz que gostou, mas nada de transcendente... vou ter de escarafunchar mais para saber mais..



keep in touch.

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11.09.2007

Radio Mente Abierta, em directo do México




Uma perolazinha, esta rádio. Soube dela em paralelo pela lista electrónica poliamor espanhola, e também pelo grupo poliamor México, que é pequeno mas exemplarmente activo.

Chamou-me a atenção a diversidade de programas em que o poliamor ou a critica à monogamia de modo geral são temas, mas para além disso aqui "está tudo muito bom". Fala-se de intersexualidade, de diversidade hetero, de direitos humanos, temas de género, bondage, you name it...

Comecemos aqui: http://www.radiomenteabierta.com/programas.html

O programa "Promiscuidados" promove a discussão e informação sobre temas relacionados com sexualidade, diversidade sexual assim como a defesa dos direitos humanos, sexuais e reprodutivos...

Os outros programas não musicais alinham pelo mesmo diapasão... "Sexo Abierto", é especificamente sobre sexo, Vision Queer, sobre temas de género e LGBT, "Entre Sabanas" troca de ideias, opiniões e mais ainda, como por exemplo, casais ;-)

A cereja no topo do bolo é mesmo "A Casa dos Mil Quartos" que se debruça explicitamente sobre todos os temas que são pertinentes a quem poliama. Ciúmes, a definição de amor, referencias na literatura... vá, peguem nesses
auscultadores e oiçam, que disto não há todos os dias...

tem um chat..


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11.03.2007


Pensamento da semana:

"não é por eu estar segura de a minha namorada ter a mesma compreensão do poliamor que eu, que me vou sentir menos mal por ela ter claramente sobrestimado a própria capacidade de gestão de tempo com as suas outras namoradas"

confuso? posso fazer um desenho...

(Nao, não são ciúmes. E estou a discutir isto real time com a minha outra namorada. Que é namorada da outra também. Um triângulo quase perfeito)

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10.28.2007

Tertulia: Sexo, Tabu e Feitiches


O project bar propõe para dia 6 de Novembro uma tertúlia (passo a citar) conceptualmente pornográfica.

... copy paste do mail de divulgação abaixo, mesmo disclaimer que no post anterior, não fiz trabalho de cada de levantamento de fontes e backgrounds, limito-me a divulgar sem que isso seja uma recomendação. IMHO, merece pelo menos uma vista de olhos. E quem souber mais que me diga alguma coisa.

vejam aqui o cartaz:
http://www.ilga-portugal.oninet.pt/imagens_artigos/noticias/temp/06112007.jpg

"Iremos realizar no próximo dia 6 de Novembro uma Tertúlia inerente ao tema "Sexo, Tabus e Fetiches".
Gostaríamos de contar com a presença de todos aqueles que desejem aparecer.
Acreditamos que a vossa presença irá enriquecer o resultado final de uma conversa que se pretende amena"



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10.20.2007

Aneis de noivado temporarios


... no Centro Comercial Bombarda, no Porto!

Uindo... para quem sabe que as relações podem ser para sempre mas não têm de o ser necessariamente! ou para compromissos não monogâmicos em que fica muito caro comprar anéis em metal... ou para quem simplesmente gosta de origami.

"É um objecto em origami que surge na tradição dos clássicos anéis de noivado.Trata-se de um artigo de luxo que pretende assinalar o início de um compromisso a prazo.O seu valor patrimonial é proporcional à sua efemeridade, garantindo, nessa medida, o êxito da sua relação.."

http://ccbombarda.blogspot.com/2007/10/novidades-na-wonder.html

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10.15.2007

uma citação de Anais Nin





...Roubada sem tradução nem edição da lista de poliamor espanhola. só para poder dizer que o blog reabriu e voltou ás hostilidades...

"Cualquier forma de amor que encuentres, vívelo. Libre o no libre, casado o soltero, heterosexual u homosexual, son aspectos que varían de cada persona. Hay quienes son más expansivos, capaces de varios amores. No creo que exista una única respuesta para todo el mundo" (Anaïs Nin).

(meu, eu devia pelo menos fazer o trabalho de casa habitual e verificar as fontes, mas estou com uma preguiça transcendental)

Até essa verificação se dar, por volta das calendas gregas, fiquem com o "passarinhos".

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10.08.2007

Fechado para férias

Este blog vai estar fechado, ou em estado semi comatoso, até dia 27 de outubro por motivos de mais que merecidas férias!

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9.28.2007

Casamentos com prazo de validade




Casamentos que se auto-dissolvem ao fim de 7 anos. Já ouvi pior. leiam e commentem:


"The basic approach is wrong ... many marriages last just because people believe they are safe," Gabriele Pauli told reporters. "My suggestion is that marriages expire after seven years."



http://www.reuters.com/article/2007/09/21/us-germany-politics-marriage-idUSHAR05782220070921

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9.26.2007

tentative: café/encontro poly em Maputo



Tentativa: café/encontro poly em Maputo, Moçambique

... local e data a acertar, mas na primeira semana de Outubro. E já somos três.

Café a puxar para o longo ou mesmo jantarada com discussão sobre poliamor.

Quem tiver interesse, que me avise por pm (private email).

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9.23.2007

Encontros poly em Lisboa (regulares)



Depois do Porto em 2006, é a vez de Lisboa ter encontros regulares de discussao sobre poliamor e auto suporte para pessoas com experiência poliamorosa (não necessariamente a mesma coisa ou o mesmo grupo alvo).

Terao lugar todos os primeiros sábados de cada mês, á tarde, hora e local a confirmar (estão decididos, mas não serão anunciados publicamente)

(contactar por exemplo http://www.poliamor.pt.to/ )
(obrigada à P.V. pelo pin genial)

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9.20.2007

Poliamor e Sexo


O Cliché do dia: os poliamorosos sao pessoas obcecadas por sexo, não fazem outra coisa, não pensam noutra coisa.

O pensamento do dia: os poli-amorosos fazem menos sexo que as outras pessoas porque passam imeeeeeenso tempo a conversar (para aguentar as suas redes de relações complicadíssimas com o mínimo de tensões possíveis..).


é verdade!

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9.10.2007

rita lee: "desculpe o auê", sobre ciumes

Rita Lee: Desculpe o Auê

Desculpe o auê, eu não queria magoar você
Foi ciúme, sim, fiz greve de fome, guerrilhas, motim
Perdi a cabeça, esqueça

Desculpe o auê, eu não queria magoar você
Foi ciúme, sim, fiz greve de fome, guerrilhas, motim
Perdi a cabeça, esqueça

Da próxima vez eu me mando, que se dane o meu jeito inseguro
Nosso amor vale tanto, por você vou roubar os anéis de Saturno


Quem quiser tocar pode sacar a tablatura daqui:
http://cifraclub.terra.com.br/cifras/rita-lee/desculpe-aue-zgww.html

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9.04.2007

Quotideano delirante parte IV? quem nos pega





(nota, a numeração desta serie - quotidiano delirante - não é propriamente lógica)

Quando estamos em baixo ninguém nos pega. Falhanço colectivo. Ou seja, quando mais precisas de companhia, nem sequer os agenda-free crónicos têm tempo para irem beber uma cerveja e aturarem te a dor de corno (quanto mais quererem alguma coisa mais). Até a tia beata te dá tampa se quiseres ir beber chá com ela.

Outros dias demoramos duas horas a fazer os 10 metros entre a pista de dança e o bengaleiro porque somos abordadas por várias que nos querem conhecer. Vai-se la perceber isto..

Outros dias estamos cheias de timidez, não se diz nada de jeito, sentamo-nos à mesa de um bar com as nossas amigas e companheiras de conspiração poliamorosas e não abrimos a boca, e elas parecem não estar interessadas no que tens para dizer... Noutro dia desbravamos abissais distâncias sociais com pessoas que nunca vimos antes e que nos cativaram com um sorriso e uma promessa perfeitamente insignificante.

Outras vezes ainda passamos meses a tentar acabar com a solidão, com esquemas e estratégias, planos e telefonemas, tampas e mais tampas, tomamos iniciativas e levamos mais tampas ainda. E depois.. um dia, do nada, alguém pega num copo de cerveja como se fosse um ceptro, atravessa a pista de dança só para dizer olá e dizer-nos que não quer deixar-nos ir embora sem nos conhecer.


Miséria tão humana, todo este tentar e falhar...
Alegria tão humana, este renascer da esperança ..

....para a menina (V.S.) do ceptro-cerveja.

para outras meninas haverá outras dedicatórias.


(eu devia estar a escrever sobre o Campo Galdério para Gajas Poliamorosas na Turíngia, mas não me apetece)

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9.02.2007

O senador e a policia.



O senador Craig teve que se demitir. Membro da ala conservadora do partido republicano, com um registo de votar sempre contra os direitos dos homossexuais, foi apanhado numa armadilha rotineira montada pela polícia, para apanhar homens que busquem sexo homossexual em casas de banho públicas.

Parece que o senador se sentou na sanita e estendeu o pé até à cabine vizinha. O vizinho respondeu juntando o pé ao do senador, ao que o senador terá respondido baixando a mão até a divisória, supostamente um sinal habitual ente homossexuais. A mão do outro mostrou-lhe o distintivo da polícia.

Parece-me lógico que um politico que viva contrário ao que publicamente defende se tenha que demitir. Não vou sequer comparar este caso com os senadores republicanos apanhados em escândalos financeiros que não tiveram que se demitir. No entanto não me parece nada lógico que a polícia americana gaste recursos atrás de adultos que busquem sexo consensual entre si.

Não haverá nada de mais importante para a polícia norte americana fazer? Quer dizer, ter agentes sentados em sanitas em vez de andar atrás de violadores, assassinos, ladrões, corruptos e mafiosos parece-me francamente um desperdício!

Parece também que não há registo de a polícia norte americana andar à cata de homens e mulheres em busca de sexo heterossexual anónimo consensual em locais públicos, por exemplo em clubes nocturnos. Deve ser para poupar recursos...

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8.30.2007

"Affrerements"





http://www.journals.uchicago.edu/press/082007_JMH.html
(para começarem).


Façam um search no motor de busca da vossa preferência por "affrérements".


Embora fossem um tipo de relação bem conhecido de vários historiadores que se tenham debruçado sobre o Sul da Europa nos tempos medievais (ver por exemplo "Queer Ibéria" ou "Born to be Gay" para uma resenha sobre este tema ou mais bibliografia), é preciso aparecer um estudo por académicos trans-Pirinéus para que o resultado tenha visibilidade e seja levado a sério. Há casos semelhantes conhecidos e sobejamente apontados para a Península Ibérica. (rant mode off).


Resumindo e limitando-me à verdade dos factos, "affrérements" foram algo parecido (digo "parecido" por motivos explicados abaixo) com uniões civis reconhecidas e em que as partes envolvidas juravam partilhar "um pão, um vinho e um bornal". Ao que tudo indica, previa mecanismos automáticos de herança, e toda a propriedade passava a ser pertença de ambos. A afeição entre as partes parece ser condição sine qua non para este juramento. O autor do artigo, que usou no seu estudo diversas fontes incluído tipos de sepultamento em cemitérios públicos, defende que estas uniões foram algumas vezes sim, outras não, usadas para legitimar uniões sentimentais de indivíduos do mesmo sexo. A diferença cultural e epistemológica que nos separa, cabecinhas mimadas do século XX/XXI, da Idade Média de há 600 anos, não permite, em toda a verdade, fazer uma analogia e saltar para conclusões como as que a imprensa LGBT parece estar a fazer: títulos como "Coming out in the middle ages" ou "Homosexual legal unions bla" (Ex: http://www.gay.com/news/article.html?2007/08/24/5). Um pouco irritante para não dizer abusadora, esta mentalidade mono-normativa actual a assumir que também na Idade Media será o sexo entre pessoas a definir a afeição e o tipo de relação. Há alturas em que não consigo estar do mesmo lado da barricada sem alguma "reserva moral". De qualquer modo, onde parecemos estar todos de acordo, é que os "affrérements" eram relações entre indivíduos entre os quais havia afeição e que a sociedade não parecia estar contra.


Há mais pontos que se poderiam referir aqui, mas acho que vos deixo esse prazer… Boa leitura.


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8.23.2007

Quotideano delirante V



Quotidiano delirante poliamoroso é....

.... Começar a contar uma historia á tua namorada e ela dizer que o teu namorado já lhe contou, quando foram emborcar cerveja juntos há já bué da tempo...
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"Fogo, já te disse que já ouvi essa história! já te disse que o (insert name here) já me contou, ou já te esqueceste que a gente vai volta e meia beber cerveja juntos?"

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8.20.2007

Campo de férias poli-gajeiro


Wake up call:



Aproxima-se a data do Campo de férias para senhoras poliamorosas. Será de dia 28 Agosto até 2 Setembro no Beginnenhof Taennisch, na Turíngia.

A ideia da organização não é apenas proporcionar repouso e oportunidades de contactos a todas as mulheres participantes (o lema deste ano é "Até as mulheres poliamorosas precisam de vez em quando de descanso"), mas também aproveitar a oportunidade para fazer algumas workshops e trabalhos de grupo que sejam pertinentes a todas as presentes. para quem não tem pachorra para actividades tão sérias, pode se ir nadar no Ilm, passear na floresta, aprender a mungir as cabras, ou fazer queijo.

O numero de vagas está limitado a 30 galdérias, as refeições serão cozinhadas e organizadas em conjunto, alojamento em tendas e esperemos que seja também uma grande rebaldaria.


mal posso esperar!

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8.17.2007

Pensamento do dia: porque ninguém percebe o que poliamor é..


A frase não é minha, foi o comentário de uma amiga minha como resposta ao meu desabafo "porque é que ninguém consegue (tentar) perceber o que é poliamor além dos que lá estão metidos até ás orelhas?":


"Só uns poucos perceberão o que é poliamor, porque a verdade é bastante insípida quando comparada com as fantasias delirantes que eles têm acerca disso… e depois perdem o interesse em saber mais…" (G.E.)



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8.15.2007

penitencia e adulterio



o que diz a concorrência:

http://www.filosofia.org/mor/cms/cms1457.htm

"Qué es adultério? R. es: accesus ad alienum thorum. "

Ok, gosto de saber que as pessoas são entidades possuídas. Realmente, extremamente humanista.

"Puede cometerse de tres maneras; es a saber: entre un casado y una soltera; entre una casada y un soltero, y entre dos casados. En este último caso se duplica el adulterio, por haberlo de parte de entrambos y así debe uno y otro manifestarse en la Confesión. S. Tom. ubi sup. artic. 8. "

Estamos safos, quase todos os poliamorosos que conheço não são casados, embora os haja!

Mais à frente tive esperança, que tudo se tornasse mais razoável:

"P. ¿Comete adulterio la mujer, cuando su marido consiente tenga acceso con otro? R. Que el decir no lo comete, está condenado por Inocencio XI en la proposición 50 que decía: Copula cum conjugata, consentiente marito, non est adulterium: adeoque sufficit in confessione dicere, se esse fornicatum. "

mas não, há um contra argumento para que se sintam legitimados a meter o nariz onde não devem:

"Con justísima causa se condenó esta proposición; porque el marido sólo tiene potestad [458] sobre el cuerpo de su consorte para los usos lícitos, mas no para los ilícitos. "

Uau, alguém pode dispor do meu corpo desde que alguém decida que é licito.


e cá está a defesa da coutada do macho, latino ou não:

"Es más grave en el marido que en la mujer el adulterio? R. Que aunque en ambos sea igual su malicia con relación ad bonum fidei y Sacramenti, por ser en los dos igual la obligación, es no obstante, más grave en la mujer que en el hombre relative a los daños que causa; porque la adúltera hace la prole incierta; introduce al extraño a la herencia con los propios; infama gravemente al marido, hijos y demás familia, y causa contiendas, riñas, y otros escándalos. "

será que se os homens parissem seria diferente então?

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8.12.2007

poliamor em 5 linhas


Respondendo à pergunta, o que é realmente poliamor em cinco linhas, sem dar n+1 links de resposta ou vários parágrafos, gostava de dizer (grosseiramente) que é a substituição do primado da monogamia pelo da sinceridade numa relação ou várias, sendo relação qualquer tipo de interacção mais ou menos emocional entre pessoas.

Por outras palavras, não é ter vontade de "ter relações com mais do que uma pessoa", é ser capaz de se ser honesta acerca disso com a(s) pessoa(s) com quem se tem ligações. Por outras palavras ainda, é ter estômago e não só aguentar que essas mesmas relações conheçam e se envolvam com outras pessoas, mas inclusivamente ser-se capaz de se sentir alegria e cumplicidade por causa disso (escreverei sobre "compersion" assim que a silly season passar e eu me sentir um pouco mais recuperada das tempestades emocionais poliamorosas que me desabaram em cima).



https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10373581&postID=4823192865691204100


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8.06.2007

Filme: Women in Love



Este filme não pode falhar porque tem tudo. Ou pode falhar simplesmente porque tenta ter tudo.




Começando pelo fim, este filme começou a ser rodado em São Francisco no princípio da década de 80, a partir de centenas de horas de entrevistas, filmes caseiros, etc e tenta capturar toda uma Renascença Lésbica que começou a tomar forma mesmo no meio do trauma/epidemia da SIDA. Falamos aqui de todas as mulheres queer que corajosamente redefiniram e galvanizaram o feminismo e a sexualidade, e foram pioneiras de todo um novo conjunto de valores, sex-positive e libertários, que só recentemente começaram a chegar até nós (em Portugal). A titulo de exemplo, foi esta corrente que tomou como bandeira a pornografia feita para um publico lésbico com valores lésbicos/feministas, as workshops de masturbação como statement sex-positive, os sexclubs para mulheres ou a participação em marchas GLBT em troncos deliciosa e provocadoramente nús.


O filme retrata a vida de um grupo de mulheres e as suas aventuras do dia a dia com a não monogamia, o erotismo, amizade, e a sua (noção de) família. Foca os já aqui habituais problemas ou desafios com pontos como a monogamia (e pessoas monogâmicas), a duração daquela coisa chamada amor, o poliamor e a evolução das amizades.


Finalmente, transcende o nível da aventura pessoal das protagonistas, acabando por fazer um bom retrato duma época e duma "cena" lésbica que insiste em não ficar quieta com soluções antigas, e procura redefinir-se a cada passo.

E para quem acha que isto é tudo muito sério, há toneladas de imagens bastante sumarentas, picantes e lesbian sex galore, ou será que devo dizer sexo lésbico ás molhadas .. (isto foi um truque sujo para enganar o algoritmo do google search e aumentar os hits!) ????

vejam o filme e digam-me de vossa justiça.

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