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1.10.2011

Imprensa cor de rosa, vermelha-sangue e cor de lama...

Imprensa cor de rosa, vermelha-sangue e cor de lama... e não só a imprensa, mas a politica, ou a rua...

Simplesmente, e também como pessoa poly, mete me **nojo** toda a especulação cusca e toda exploração politica da morte do Carlos Castro... uns dizem que foi violência domestica, outros vingança, outros tráfego de influencias... uns dizem que isto é a prova de que os gays são pessoas piores que as outras... outros dizem que isto prova que os gays sao pessoas iguais às outras.. outros dizem que isto prova precisamente que os gays são melhores.. outros dizem que não tem nada a ver com orientação sexual, outros que têm... uns vêm uma história cheia de sordidez, outros uma versão maravilhosamente recauchutada do conto de fadas da actualidade.... e por fim, e resumindo, toca a especular com o que é que fazia aquelas pessoas mexer, o que é que as motivação, de repente toda a tragédia que as engoliu passou a ser uma coisa política para ser usada politicamente, ou simplesmente dissecada por quem não tem mais nada que fazer...

algumas pérolas...
http://www.ionline.pt/conteudo/97636-carlos-castro-assassinio-do-cronista-nao-abalou-mundo-lgbt
http://www.publico.pt/Sociedade/renato-seabra-tera-confessado-homicidio-de-carlos-castro_1474438

relembro que no "rectângulo" e regiões adjacentes, morrem por ano centenas de pessoas, na maioria mulheres, vitimas da violência domestica. Não fazem parangonas, nem politica, nem baixa conversa no cabeleireiro, imprensa cor de rosa ou sanguinária, ou mesmo no mais baixo da cadeia alimentar, o facebook...

Definitivamente... Não têm mais nada que fazer? não tendes agendas politicas próprias e válidas por si mesmo? A vida privada das pessoas não vos diz respeito! Ide especular sobre as vossas vidas, que bem precisam, Antas e Dantas desta Terra...

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1.09.2011

Para discursos catastrofistas, vote Morrisey



Pois, já toda a gente sabe que o Sr. Cavaco Silva nunca deixou de ser chato, mas pior ainda, não deixou de ser chato de maneira bastante previsível e de se tornar a sua própria caricatura ao fazer o que toda a gente espera dele, com a precisão e regularidade de um relógio suíço.

Mensagem do Presidente da República à Assembleia da República a propósito da não promulgação do diploma que cria o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil (no Público):
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/mensagem-de-cavaco-silva-a-assembleia-da-republica_1473912?all=1

Dentro dos argumentos apresentados, algumas pérolas que merecem ser salientadas: desde trans fraudulentos à cata de benefícios fiscais até possíveis erros de diagnósticos dos especialistas ou até mesmo da própria pessoa....

"Nos termos do regime que o Decreto nº 68/XI se propunha estabelecer, as pessoas que detêm... perturbação de identidade de género encontram-se desprotegidas relativamente a um eventual erro de diagnóstico ou à própria reponderação da sua decisão de mudança de sexo – a qual, segundo a opinião de especialistas, pode ocorrer nos estádios iniciais da referida perturbação."

Será que especialistas deveriam avaliar - a titulo preventivo - a identidade de género de toda a população, não vão os indivíduos - toda a população portuguesa, não só os que requerem por exemplo a mudança do nome do BI - estarem todos enganados???as pessoas têm demasiada liberdade, e precisam é de especialistas para avaliar o que é melhor para si próprixs. gostava de ver o oblivious cidadão do grande bigode a ter a sua identidade de género a ser avaliada. não vá ele ter-se enganado. Você é um homem? tem a certeza? quem é que lhe disse? veja já, temos de avaliar isso... Porque é que essa teoria do engano não é valida nas duas direcções??? Imaginem equipas de especialistas a bater à porta das pessoas - lembram-se dos senhores da taxa de televisão? - para averiguar a identidade de género de toda a família e ver se não haverá um transexualismo para aí enterrado no quintal, juntamente com a primeira televisão a cores, escondido com o rabo de fora...


Aqui o link para a noticia comentada no "19", e com o sumário das reacções das várias associações LGBT e outros... http://dezanove.pt/118479.html

A frase "O transexualismo é uma perturbação" é tão incorrecta, quer gramaticalmente quer em significado (transexualismo significa apologia da transexualidade se eu não estou enganada, não é outra palavra para transsexualidade que nem sequer é a palavra que se aplica aqui)

Tudo isto dentro dum leitmotiv de "o fim do mundo está aí", é tudo uma desgraça pegada e vem aí pelo menos o fim do mundo em cuecas, e temos que nos proteger com as armas e os barões assinalados...


O texto seguinte, da Eduarda no blog transfofa, responde aos argumentos um a um, sde maneira séria e sem descurar detalhes http://transfofa.blogspot.com/2011/01/no-dia-06-de-janeiro-de-2011-talvez.html

O comentário/comunicado das panteras rosa resume a urgência da coisa: http://panterasrosa.blogspot.com/2011/01/veto-presidencial-as-vidas-trans-nao.html



Mas eu, que não sou uma pessoa tão séria, sinceramente, digo, se os discursos catastrofistas e pessimistas cativam votos, bem, então votemos antes no seu doppelgänger, o Morrisey... São fisicamente parecidos, são ambos conservadores, são catastrofistas e umbiguistas... só que o Morrisey ao menos faz umas canções fixes, é uma bicha com piada e não se mete por aí além na política...

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11.21.2010

Reflexões sobre "polícia e manifestantes anarquistas" na manifestação anti-NATO em Lisboa

Vi, duma distância segura de quase 3000kms, no telejornal a noticia sobre a manifestação anti-Nato ontem em Lisboa.

Passei me bastante com várias coisas, mas segui com interesse particular (a partir do minuto 25) a descrição nada independente de como a polícia separou um grupo de manifestantes com base na alegação de que seriam elementos anarquistas. "
Ânimos exaltados entre policia a manifestantes anarquistas", rezava o headline. o jornalista editor repetiu alegremente a argumentação da polícia sem sequer pensar ou talvez querer pensar se seria de facto assim, se a carapuça é enfiada pelos interessados... o texto abaixo é a minha pequena reflexão acerca disto...

http://tv1.rtp.pt/multimedia/progVideo.php?tvprog=1103


Vejo aqui portanto dois aspectos.

um a actuação da polícia, que se permitiu separar manifestantes a titulo preventivo, dizendo que esses elementos seriam anarquistas, sem justificação nenhuma nem de onde é que vem essa etiqueta, nem porque é que há uma relação entre anarquismo como identidade e violência.

o outro é o noticiário repetir bovinamente a citação da polícia "manifestantes anarquistas" que é na verdade no mínimo dado por confirmar e sem ouvir ambas as partes envolvidas.

independentemente de a palavra anarquista ser simpática ou não, não acho que seja inocente a imprensa repetir uma adjectivação que não foi reclamada pelos interessados. E acho preocupante que a polícia se permita uma manobra supostamente preventiva baseada numa suspeita, que por aquilo que eu investiguei até agora, não tem nenhum fundamento. E mesmo que tenha fundamento, então por favor, actuem com base num fundamento e não com base numa identidade ou apenas "pela pinta".

e a questão que se põe também, é, mesmo que as tais pessoas reclamassem publicamente esse tal "anarquismo", são anarquistas pessoas com um estatuto especial que não se podem manifestar juntamente com os outros? Tem de estar separados do resto da população para não transmitirem doenças perigosas? Sem o mínimo de ironia, gostaria de ouvir uma explicação legal acerca deste ponto. IMHO, um eventual motivo justificável para uma intervenção da policia é o aparecimento, ou, concedo, uma suspeita forte de possibilidade de violência, seja ela originária de anarquistas, fans de futebol ou donas de casa em fúria consumista na abertura dos saldos. É o fazer e não o ser que é perigoso, e é por essa cartilha que supostamente um estado democrático se rege.

Não é trabalho da polícia avaliar, com base na pinta e critérios subjectivos, se alguém pode ser perigoso ou não. É o trabalho da polícia reagir contra violência ou eventualmente preveni-la com base em argumentos objectivos.

Acerca do jornalismo que é feito, acho que já muita gente com mais talento argumentativo que eu se tem queixado. Chamo aqui a atenção para que jornalismo, seja ele descritivo ou narrativo, não pode simplesmente citar uma das partes sem citar a outra, ou se querem fazer parangonas como "
Ânimos exaltados entre polícia a manifestantes anarquistas" é bom, para não dizer óbvio, deixar claro que essa é a posição da polícia. Interessar-me-ia na verdade saber se essa carapuça é enfiada pelas pessoas envolvidas. E sinceramente, incluir uma frase implicando que a presença de espanhóis (mostrando depois os ícones euskadi usadas por alguns manifestantes) está ligada com a possibilidade de violência é no mínimo ingénua, de um modo velha guarda, e maldosa ao mesmo tempo....

e, num tom mais irónico e menos sério, basicamente sempre que houver uma manifestação cujo numero de participantes me incomode, como governante, só tenho que envolver a policia a separar os manifestantes com base na suspeita de serem elementos sportinguistas infiltrados, para que a manifestação perca peso e coesão. é isso? Ou melhor ainda, com base num suposto jornalismo descritivo, só tenho de citar uma das partes, de preferência a que tem os argumentos ou citações mais bombásticas e ignorar a outra, é isso?

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5.24.2010

Gay: Casa e Cala!

Um bom texto acerca da apologia do casório entre pessoas do mesmo sexo dentro de certos sectores da cena activista LGBT em Portugal, e também a propósito de um texto da Fernanda Câncio, e de como a ILGA está a vender o Arraial Pride em Lisboa!

http://5dias.net/2010/05/26/gay-casa-e-cala-e-forca-la-1-sorriso-na-cara-pa/

Não ha temas mais importantes para discutir? Discriminação, violência, educação para a diversidade nas escolas, dupla discriminação em caso de background migrante, identidade de género?

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2.15.2010

uma sessao de aconselhamento


Saquei isto dum flier dum encontro regular sobre familias queer e crianças a que fui recentemente. O encontro destina-se a tentar criar massa critica para aconselhamento, apoio e desenrascanso para famílias não mainstream, seja pela orientação sexual ou de género dxs educadores (ou pessoas envolvidas), quer pelo papel emocional não necessariamente de cônjuge de vários educadores. Ou seja, este encontro cobre necessariamente (E demograficamente era a maioria) famílias com n pessoas, em que n, o numero de educadores ou pessoas envolvidas com as crianças, é maior que 2 e não necessariamente um numero inteiro.

Como devem calcular, questões como educação, procurações, custodias, podem ser complicadas de gerir, quando mais que duas pessoas, e fora de um quadro legal do género dum casamento, se envolvem na educação de uma criança. Logo faz todo o sentido criar uma rede destas. Só a parte jurídica é um pesadelo hiper-realista.

A fonte é www.ka-comix.de


Tradução:
"Bom dia! Apresento-lhe a minha companheira, estxs aqui partilham comigo o apartamento, e são co-mães, apresento também a minha mulher, a minha ex (Agora a minha melhor amiga) e os dois futuros papás!" "Precisamos duma pequena consulta de aconselhamento acerca de direito familiar, nomeadamente acerca da custódia da criança (não demoramos muito, seria o acrescento meu)"


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1.15.2010

Referendemos o Casamento heterosexual!

Palmado do blog da ATTAC. E dedicado a quem, com simpatia pela possibilidade de haver relações com mais do que uma pessoa, ou em que o género não tem que meter prego em estopa, se fartou de tantas asneiras ditas a propósito da extensão da lei do casamento às pessoas do mesmo sexo. Eu assinei.

http://www.petitiononline.com/cpsd/petition.html


ao parlamento português

Um grupo de cidadãos portugueses inicia neste dia as diligências necessárias ao lançamento de uma iniciativa popular que proporá a realização de um referendo que incidirá sobre a seguinte pergunta:
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“Concorda que o casamento possa ser celebrado entre pessoas de sexo diferente?”

A definição do conceito de casamento de forma a nesse contrato incluir uniões entre pessoas de sexo diferente cristaliza o instituto milenar, que tem sido mutável em todas as épocas da história e a todas as civilizações. 

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É de exigir que uma petrificação com este alcance histórico e civilizacional seja directa e claramente apreciada pela vontade popular.
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A mesma exigência de debate se deve colocar sobre a admissibilidade da adopção por uniões de sexo diferente, e ainda que a procriação seja aprovada caso a caso avaliado por comissões específicas de forma a proteger a criança.
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A opção sobre estas questões atravessa transversalmente o eleitorado dos vários partidos 
políticos e é patente que não reúne consenso, conforme se constata pelo número de deputados divorciados. 


Nas últimas eleições legislativas, este assunto não foi suficientemente debatido, de modo a poder deduzir-se a vontade dos portugueses acerca dele. 
Os partidos negligenciaram notoriamente nos seus programas o ‘casamento’ entre pessoas de sexo diferente não podendo os eleitores manifestar-se acerca desta premente questão.

O Referendo é o mais fiel amigo da democracia participativa e da expressão da vontade 
popular. O poder é do povo e a classe política não tem de se comprometer com decisões arriscadas para com o status quo.
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O instituto de Referendo tem sido utilizado com frequência noutros Estados para decidir sobre esta mesma questão, a vida da vizinha, a regionalização ou a independência da Madeira.

Os filhos de pais recém divorciados têm uma palavra a dizer, assim como os de pais casados.

A minoria que se casa todos os anos não pode impor ao resto da sociedade que aceite os seus "casamentos" feitos livremente e ao deus dará, muitas vezes com consequências nefastas como o divórcio, lares desfeitos e partilhas onerosas.


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11.21.2009

Casamento proibido no Texas

(por um bloqueio criativo, sacado directamente da lista das Panteras para aqui. Obrigada Stef e Laetitia!)


O Texas terá, por ter tentado fazer uma lei à prova de bala que não pudesse dar a mínima "desculpa" a qualquer casamento entre pessoas do mesmo sexo, proibido o casamento. De todo.

A cláusula em questão deveria abolir os casamentos entre pessoas do mesmo género mas da verdade, do modo em que ficou formulada, proíbe toda a forma de casamento, ou seja, mesmo o casamento heterossexual!

Será sem duvida uma questão interessante de seguir, e ver qual a cor politica que defenderá que forma de casamento, ou o casamento de todo, e porque!

Em Francês:
http://fr.news.yahoo.com/55/20091120/tod-le-texas-aurait-accidentellement-int-17baed7.html

Em Inglês:
http://www.mcclatchydc.com/251/story/79112.html

Artigos relacionados, acerca da constitucionalidade da coisa:

http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/dn/localnews/columnists/sblow/stories/DN-blow_08met.ART.Central.Edition1.4bc3ce2.html

http://www.dallastxdivorce.com/2009/10/articles/glbt-issues/dallas-judge-tena-callahan-speaks-publicly-for-the-first-time-since-her-controversial-ruling/

http://www.judgecallahan.com/

https://www.dallasbar.org/judiciary/profiles.asp?item=102

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9.14.2009

Mostra e Conta II: Monogamia x Poliamor, 0-0

Continuando o "mostra e conta", vamos pegar na pergunta "o que achas da Monogamia". Vou pegar apenas num aspecto particular e não elaborar longamente sobre o pano para mangas, colarinhos e tendas multi-familiares que isto pode dar.

A primeira coisa que me veio à cabeça ao desenterrar alguns textos que li ou mesmo que escrevi (mea culpa, sim, minha grande culpa) sobre o assunto, é que muitas vezes são textos duma injustiça, ingenuidade e falta de rigor incríveis, pois comparam muitas vezes, digamos assim, os falhanços práticos da monogamia, ou aquilo que muita gente chama de monogamia e nao é, com uma versão idealizada e infalível do poliamor, ou, por outras palavras, o que o poliamor ideal e teoricamente deveria ser.

Por outras palavras, é como se eu comparasse a Historia do Cristianismo com as suas Cruzadas, os massacres, a Inquisição, o colaboracionismo, com a definição e objectivos do Budismo (e varresse para debaixo do tapete as guerras em nome do Budismo, e igualmente as definições e objectivos do Cristianismo ocidental). Infelizmente há pessoas, mesmo profissionais da escrita e da análise politica e histórica que insistem nisto.

Para mim a monogamia é apenas mais uma solução possível para a quadratura do amor. Não digo mal nem bem da monogamia. Acho que funciona para muita gente (falo de monogamia ppd e não de monogamia com traição, e, digo sem ironia, mesmo esta funciona curiosamente, para muita gente). Acho que podia funcionar para mim, mas sou mais feliz e ocupada vivendo poly. Na verdade é possível também viver em monogamia e em poliamor (Deixo esta frase como trabalho de casa) Eu defendo, pessoalmente e como activista, o reconhecimento que há mais formas de amar do que a "oficial", e que o poliamor, na sua variedade, merece respeito e é legitimo, mas que talvez não funcione para toda a gente, e não, não quero acabar com a monogamia. O que eu combato é a Monogamia como único modelo, a monogamia "de Estado", ou a monogamia como o único modelo que merece respeito.

Uma palavra acerca do casamento, uniões de facto e monogamia de Estado... não é justo que numa sociedade que se diz baseada no individuo livre (Embora as constituições europeias tenham mudado discreta mas peremtóriamente durante os últimos 80 anos no sentido da “a família ser a base do Estado”), dois indivíduos casados tenham mais privilégios do que os não casados. Refiro me ao poder testamentário e ao poder de procuração em caso de doença ou semelhante. Entendo que isso deveria ser regulado por cada individuo por si só e não pelo estado e suas leis. Não percebo sequer qual a lógica de ser, digamos assim, o meu cônjuge-parceiro-amor a tomar uma serie de decisões quando eu não as posso tomar. Consigo pensar numa serie de pessoas que eu preferia por a tomar esse tipo de decisões (o desligar da maquina, a gestão dos meus bens, a amputação da perna, que advogado chamar se eu estiver na cadeia, etc) que não são minhas relações e sem que isso queira dizer que gosto menos das minhas relações. A questão do apoio à parentalidade, ou seja, a questão dos filhos, pode perfeitamente ser legislada fora do contexto do casamento e não em ligação automática. E embora defenda o alargamento do casamento aos pares do mesmo género (e já preocupada com a pergunta de quem é que define género, pedra no sapato avant la lettre), na verdade acho o casamento injusto contra não só todos os que vivem outros tipos de relações para alem do par paradigmático, mas todos os celibatários, voluntários ou não. Na verdade, a única coisa justa a fazer seria a abolição do casamento civil.

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9.07.2009

Lá fora: Os Verdes e Poliamor

Em Munique há varias stammtische (encontros regulares) poly. Um dos quais, é um grupo grande de pessoas que se interessam por poly, não o vivendo necessariamente, que se encontra uma vez por mês para conviver principalmente mas também para por vezes se falar de coisas sérias e ás vezes até mesmo poly.

Os políticos estão claramente atentos, e procuram, na Alemanha como em Portugal, gerir e apropriar-se de qualquer grupo de interesse que possa significar massa negocial ou de lobby ou talvez simplesmente tornar o mundo melhor através do adoptar da bandeira de grupos pequenos, minoritários, mas significativos. Decidam qual das opções em função do nível actual da vossa bílis.

Recentemente apareceu num dos encontros um pequeno grupo da Grüne Freiheit (a Liberdade Verde, uma facção libertária dos Verdes). Depois desse encontro, recebemos através da
mailing list que organiza os encontros, um comunicado deste grupo. Tencionam em fins de Setembro, depois das eleições para o Parlamento Federal, trazer juntamente com outros grupos dos Verdes, ao Parlamento da Baviera (ou caso não seja possível, como discussão interna e pública dentro dos Verdes), uma discussão sobre o tema Poliamor. A ideia é preparar novas frentes de lupa para os Verdes lançarem a discussão acerca de como, durante a batalha pela igualdade de acesso ao casamento pelos pares do mesmo género, eles acabaram também por cair na caixinha da relação modelo entre duas pessoas.

Para recuperar desta falha, querem lançar o tema Poliamor e discutir que conquistas e que formas de luta se deveriam por na ordem dos trabalhos. Em concreto, querem discutir o privilégio implícito que há em qualquer casamento (antidote dixit: Boa!), e se faz sentido trazer esse privilegio para relações não-monogâmicas, que podem ser reguladas (antidote dixit: Tiro no pé, parem!!!!). E como alem dos juristas e advogados que vão estar na discussão, convém que haja alguém que saiba daquilo que fala, pedem a colaboração de pessoas do grupo que queiram estar presente.

A coisa triste: o grupo é constituído maioritariamente por poly-wanna-be´s e ninguém se chegou à frente. Mas aguardo ansiosamente pelo fim de Setembro para assistir ao desenrolar disto.

E que farão os restantes Verdes europeus?

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7.07.2009

MARCHA DO ORGULHO DA MONOGAMIA COMPULSIVA?

Sem acrescentar mais nada...


MARCHA DO ORGULHO DA MONOGAMIA COMPULSIVA?

MOVIMENTO LGBTM - Lésbicas, Gays, bi e Trans MONOGÂMICOS?

http://panterasrosa.blogspot.com/2009/07/e-ja-no-sabado.html

Estarei (provavelmente) no Porto :-) irei para participar na marcha que ajudei a nascer, e para abraçar e confraternizar pessoalmente com as pessoas que se empenharam pessoalmente na deste ano e dos outros. Com poly fobia ou não. Levo a minha t-shirt poly. Até lá!

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6.28.2009

Do "Público": Eles saem à rua pelo casamento. Mas alguns ainda se escondem

Infelizmente este artigo mete o dedo (e a mão, o pulso, a bota, a metralhadora, o acido sulfúrico...) na ferida de um modo que até nem a maior parte dos activistas LGBT vê...

Começa por escrever acerca da reivindicação do casamento, aliás, toda a a introdução do artigo é casamento até mais não. Mas as pessoas que não querem ser entrevistadas (sem dúvida malvados sem coração nem boas maneiras que se recusam a ser fotografados) que outra razão podem ter que não o medo da discriminação? E mesmo as pessoas que entrevistam, bem, elas próprias falam de discriminação.

Amigos, vamos assistir talvez à conquista do casamento, em poucas semanas (sem adopção, ou enquadramento decente da fertilidade, não é?). Lá estarei, de champanhe na mão, e contente por ter sido das primeiras pessoas a ter honra de ter assinado com o MPI (Movimento pela Igualdade). Mas vamos também que nos preparar para artigos da imprensa a dizerem cosias do género "meses depois do alargamento do casamento LGBT poucos são os que casam - para que então tanto barulho, etc?". Porque muitos vão chegar à conclusão que se lutou por uma coisa, mas que faltam ainda as condições, de segurança física e emocional, para que aqueles que o queiram possam realmente casar (protecção em caso de discriminação). E que os que não querem casar por acaso também precisam.

Espero que a grande luta do próximo ano seja por um enquadramento especifico das discriminações, que legislativa, quer penal. E por acções preventivas específicas, nas escolas, nos tribunais, nas prisões, nas forças da ordem, e na sociedade em geral. Espero também que os que decidam não casar, poly ou não, LGBT ou não, que lutem pelo direito de gerir pessoalmente quem os pode visitar em caso de acidente num hospital, numa prisão, quem pode decidir "desligar a máquina", quem pode herdar os seus bens. Porque no fundo o casamento é um contracto que define essas coisas em lugar do Estado.

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Eles saem à rua pelo casamento. Mas alguns ainda se escondem
27.06.2009, Andreia Sanches (texto) e Nuno Ferreira Santos (fotos)

A luta pelo acesso ao casamento gay ganhou visibilidade. Mas há outros
temas no centro das reivindicações de quem festeja o "Orgulho LGBT"

A celebração do chamado "Orgulho LGBT" (sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero) tem dois pontos altos: a marcha, em Lisboa, e o arraial ao ar livre, também na capital. A marcha aconteceu no sábado - terá sido a maior de sempre, segundo a organização, e nela gritou-se pelo acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. O Arraial Pride é
hoje, uma semana depois, em Belém, e tem como tema "as famílias que somos". São dois momentos de exposição pública das pessoas LGBT, mas também de reivindicação de direitos. O que significa que, aqui, não há quem se esconda. Ou quem recuse dar entrevistas. Certo? Errado.

Ao PÚBLICO, na última marcha, interessava encontrar exclusivamente casais gay. Casais anónimos. O desafio era simples: "Deixe-se fotografar para o jornal" e "diga-nos o que o faz sair à rua". Parecia simples: era uma marcha nas ruas de Lisboa, com música, animação, casais abraçados, alguns beijos (não muitos), pessoas com filhos (muitas)... mas ao longo da tarde os "nãos" sucederam-se. Onde estava o orgulho LGBT? Não houve ninguém a dizer: "Não dou entrevistas porque não me apetece aparecer a falar consigo". Houve outros argumentos: havia filhos que era preciso "proteger"; postos de trabalho a preservar - "Sou militar, não vão gostar se aparecer, desculpe"; familiares que se vissem a fotografia no jornal, assim, isolada, podiam ficar incomodados. "Desculpe, mas não." Afinal, por que é que eles saem à rua? "Orgulho LGBT"? Respostas de casais que aceitaram falar ao PÚBLICO.


Mafalda e Ana
Para que Portugal seja mais parecido com Espanha

Fazem parte da pequena multidão de jovens muito jovens que este ano participaram na marcha LGBT. Mafalda Sampaio e Ana Gavilan têm 20 anos e são estudantes do ensino superior (Mafalda escolheu Psicologia, Ana frequenta Design de Moda). "Sempre soube que era bissexual", diz a estudante de Psicologia que também trabalha num café na Baixa lisboeta. Ou seja, desde que se lembra de gostar, tanto gostava de rapazes como de raparigas. Com Ana aconteceu de maneira diferente. Descobriu pouco antes dos 18 anos que era homossexual e há quem na família ainda esteja a digerir essa descoberta. Há um ano e pouco começaram a viver juntas. E agora já fazem planos: gostavam de casar-se, sonham ter filhos.

A lei portuguesa não permite casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Nem a adopção de crianças por casais de pessoas do mesmo sexo. Nem tão-pouco o recurso a técnicas de reprodução medicamente assistida por parte de mulheres lésbicas. Mafalda sabe de tudo isto e, nesta tarde tórrida, em plena marcha do "Orgulho", trava o passo para dizer sem esconder a irritação: "Gostava de ter mais direitos". Depois continua: "Acho que para lutar por eles é preciso dar a cara, acho que os eventos em público são essenciais. Acho que há mais gente a participar nestes eventos públicos e, provavelmente, isso tem a ver com o facto de o casamento gay estar mais em cima da mesa. E de haver figuras públicas a defendê-lo. Mas, francamente, acho que, na verdade, esta questão já devia ser uma coisa do passado, já não devíamos estar a discutir isto, acho que toda a gente deveria ter direito a casar-se e pronto".

A revolta vai transparecendo mais nas palavras, à medida que prossegue: "Os políticos são homofóbicos, muitos são gay e não se assumem e não respeitam quem se assume. Se a lei não mudar em Portugal, posso pedir a nacionalidade espanhola, tenho condições para fazê-lo, e ir a Espanha para recorrer a um centro especializado e fazer uma inseminação artificial. E casar-me. Não sei por que é que um país que está aqui tão perto é tão diferente de Portugal. Mas é exactamente por isso que participo neste tipo de eventos públicos, para tentar diminuir a distância".

Em Espanha, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo e a adopção por casais homossexuais foram regulamentados em 2005. E as lésbicas podem aceder a centros especializados em reprodução medicamente assistida.


David e Pedro
Para que um beijo deixe de ser notado

David Campelo, de 20 anos, músico, beija Pedro Jerónimo, de 30, administrativo num banco. Está um fim de tarde lindo, a marcha do "Orgulho LGBT" chega ao fim, no Rossio. Quem participou começa a desmobilizar- se. David não. Fica mais um bocado na conversa com amigos. Transborda de energia. Dá um beijo entusiasmado, sôfrego, a Pedro. Na boca, para a fotografia. "O movimento activista está a crescer", diz David no intervalo da mini-sessão fotográfica. "Está mais unido e está a rejuvenescer. Temos muitos activistas da minha idade e até mais novos; temos jovens menores de idade que estão já activamente empenhados nas associações. Vem aí uma nova geração de activistas."

Há um ano que Pedro e David são um "casal estabelecido" - palavras de David que fazem Pedro rir-se. Não querem casar-se - já falaram do assunto e estão, pelo menos aparentemente, de acordo. Casamento, não. Para eles, não. Mas fazem questão de reivindicá-lo. Querem que a lei
mude, como, de resto, é pedido numa petição lançada há cerca de um mês que conta já com mais de seis mil assinaturas - entre as quais as de muitas figuras públicas.

"O casamento não passa de um papel assinado, mas, na cabeça de muitos casais, faz toda a diferença. É o oficializar uma relação, é ser-se reconhecido", defende David. Nem Pedro nem David precisam, contudo, desse reconhecimento. De que precisam, então? Pedro conta: diz que é bissexual. Que já beijou na boca raparigas na rua, em público, e que não é nada o mesmo do que beijar um rapaz. O beijo à rapariga não é notado; o beijo ao rapaz causa escândalo. "Tento que isso não me iniba. Tento não deixar de dar beijos na rua [a David], mas depende um bocado dos sítios, do ambiente à volta. Penso sempre nisso. Porque as pessoas olham, comentam, atacam..."

David enfurece-se. "Há muito casal que, com medo de ser atacado, nem a mãozinha dá, quanto mais um beijo." E, sim, a sua luta é contra essa sensação de que é preciso esconder alguma coisa: "A minha luta, o que eu quero, é que um dia qualquer um de nós vá na rua e, seja 'homo', 'bi', 'hetero' ou 'trans', isso seja indiferente. Muito tem que mudar na cabeça das pessoas e no discurso das pessoas. Começa logo por não partirmos sempre do princípio que uma menina tem, 'de certeza absoluta, um namorado'. Pode não ter. Pode ter uma namorada. É normal". Se calhar, só vai acontecer quando chegar "à terceira idade", brinca. Mas um dia, acredita, ninguém vai ser atacado por dar um beijo na boca de outra pessoa.


Margarida e Patrícia
Para poder casar-me outra vez

*São ambas bancárias. Estão ambas à sombra, no jardim do Príncipe Real, à espera que a marcha comece, quando falam com o PÚBLICO. Margarida Bom, de 52 anos, tem experiência destas coisas. Há anos que participa empenhadamente nas marchas LGBT. E sabe, por exemplo, que estes acontecimentos têm sempre inúmeros "fotógrafos profissionais" um pouco à
margem que, na verdade, não são nada "fotógrafos profissionais". São homossexuais que com o escudo da máquina fotográfica vêm ver como é. "Ainda não saíram do armário."

Já para Patrícia Antunes, de 36 anos, tudo é novo. Esta é a sua primeira marcha do "Orgulho". E está orgulhosa. "Estamos juntas há três anos", começa Patrícia. "Dantes eu era heterossexual, a Margarida foi a minha primeira experiência homossexual e eu não estava muito a par do que se
fazia e dos problemas que este segmento da população enfrentava."E agora? "Não me constrange nada estar neste tipo de eventos. Para mim foi fácil assumir a minha homossexualidade. Foi tão fácil que até a mim me espantou. Acho que, a partir do momento em que se assume que sentir amor por alguém é sempre válido, é fácil. Claro que temos que enfrentar os preconceitos das pessoas. Temos que enfrentar na família, no trabalho..." Encolhe os ombros: "Há muitas pessoas ignorantes". Agora que está a par dos "problemas que este segmento da população enfrenta", diz que o que a faz sair à rua é reclamar o acesso ao
casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Quanto a Margarida, já foi casada com um homem, há muitos anos, teve uma filha, que tem hoje 25 anos, e agora, se pudesse, casava-se com Patrícia. "Gostava simplesmente de ver esta relação reconhecida com todos os direitos legais que lhe são inerentes, mais nada. Não tenho uma visão romântica do casamento; romantismo é vivermos todos os dias juntos, com as coisas boas e com as chatices que isso implica. E da cerimónia do casamento, com todo o empolamento que a sociedade de consumo capitalista e heterossexual lhe dá, também prescindo."

Margarida lembra que os casais de pessoas do mesmo sexo podem viver em união de facto, mas que isso não é igual a um casamento civil. A união de facto não permite a escolha de um regime de bens; não há um património comum; as pessoas que vivem em união de facto não são
herdeiras uma da outra (cada uma pode fazer testamento mas apenas para parte do património); as dívidas do casal são da responsabilidade exclusiva da pessoa que as contrair, mesmo se contraídas em benefício do casal.

"A maioria heterossexual acha que defendemos o casamento por uma questão de estatuto, mas não é por uma questão de estatuto", remata Patrícia. "É porque temos o direito de amar quem queremos e a ser legalmente reconhecidos. Se pudesse casar-me, também me casava." Com Margarida, claro.


Fabrício e Anderson
Para adoptar uma criança

Fabrício Figueiredo, de 22 anos, imagina assim o seu casamento: uma superfesta, cheia de amigos, com a família toda. E depois? Depois adoptar uma criança e, quem sabe, viver em Portugal com o namorado, Anderson de Sousa, de 23 anos, e o filho. "Como se fosse nosso, biológico."Fabrício está de férias em Portugal. Vem do Brasil. Anderson, também brasileiro, chegou há alguns anos a Lisboa para trabalhar numa empresa de exportação e importação de produtos. Explicam que o "Orgulho" gay celebrado em Portugal é mais modesto do que no país deles - "No Brasil participam milhares e milhares de pessoas em qualquer evento deste tipo."


Mas as diferenças não ficam pela dimensão dos festejos. "Os homossexuais portugueses são menos assumidos", diz Anderson. "Os brasileiros dizem: 'Sou gay e tenho orgulho nisso.' Eu, por exemplo, nunca me senti rejeitado pela minha família. Quando assumi, as pessoas ficaram um pouco ansiosas, mas, com o tempo, isso acabou. Cá não é assim. As pessoas têm mais medo."


Mas não há só diferenças entre ser gay em Portugal ou no outro lado do Atlântico. Também no Brasil o casamento civil que Fabrício assinalaria com a superfesta está vedado a casais de pessoas do mesmo sexo. Tal como a adopção de crianças. É sobretudo por causa deste último aspecto que cá, como lá, Anderson sai à rua para protestar. "Temos a mesma capacidade de cuidar de uma criança que um casal heterossexual. É preconceito achar que não. É isso que temos que explicar às pessoas. Acho que elas vão acabar por entender."



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6.16.2009

Do DN: Proibição dos Piercings e Saúde Publica

A noticia é antiga e não sei se não terá ficado tudo em águas de bacalhau. O PS propôs, em Abril do ano passado, a proibição de piercings em zonas sensíveis do corpo, com o argumento da ameaça para a saúde publica que isso pode representar...

Não está aqui em causa defender ou não a prática de piercing, mas sim se faz sentido ou não, em primeiro lugar, regulamentar em função de supostos dados científicos, em segundo questionar a validade desses dados científicos, e terceiro apontar o erro de lógica na limitação de liberdades individuais sem que isso traga beneficio à tal saúde publica que estão a tentar proteger.

Diria que, em relação ao primeiro ponto, não é a aplicação de piercings que é um perigo, mas a sua eventual colocação em más condições. Assim como quecas, são um perigo para a saúde publica se houver más condições de higiene ou pouco cuidado com a transmissão de doenças. No entanto, ninguém ainda se lembrou de proibir as quecas, protegidas ou não. A pobreza, também é um problema de saúde publica, mas ainda ninguém se lembrou de proibir as pessoas de ser pobres.

Em relação ao segundo, há parecenças com o primeiro, por um lado gostava de ver os dados científicos que foram eventualmente levantados para fazer esta proposta (ou será que foi apenas uma ideia baseada em preconceitos contra as minorias que usam piercings?). Por outro lado, também gostava apenas de ver uma separação de trigo do joio. Acho que não fico zangada com uma lei que tente regulamentar em que condições (higiénicas, consentimento de adultos, etc) um estabelecimento público pode ou não efectuar um serviço (Aplicação de piercing). Mas não vejo porque é que o Estado decide por mim o que é bom para mim ou não, ou argumenta saúde publica, quando o perigo não está no piercing mas na sua má aplicação. Pode-se dizer que um mau ortopedista também pode fazer muitos danos, mas ninguém vai proibir a ortopedia, quando muito vai verificar ou controlar a boa aplicação da ortopedia.

Em relação ao terceiro, não vejo em que é que o Estado tem alguma palavra a dizer se eu, na privacidade da minha casa, fizer um piercing a mim mesma ou, consensualmente, a outra pessoa que confiou em mim. Tem os riscos que as pessoas envolvidas decidiram assumir juntas, e que qualquer adulto sabe que estão envolvidos. Da mesma maneira que na tal queca ou no ser pobre ou ir ao ortopedista.

http://dn.sapo.pt/2008/03/15/sociedade/ps_quer_proibir_piercings_zonas_sens.html

Porque é que isto é relevante neste blog? ora bem, "controlo do estado da vida privada", "defesa da liberdade individual" e "sex-positive" (estou a pensar em algumas práticas pessoais - para quem gosta - que envolvem aplicação consensual de agulhas, temporária ou definitivamente).

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6.08.2009

Algumas impressões: 15 Maio - Contra as novas/velhas inquisições

Deixo-vos algumas fotos tiradas durante a acção "Contra as Velhas e Novas Inquisições"


os preparativos, na sede da UMAR:


o arranque:



o cortejo penitencial:





o tribunal eclesiástico:



os réus impenitentes:

uma defesa:


os condenados:


Lisboa, cidade da tolerância?


6.02.2009

what you can loose: polydrawbacks

Para sair um pouco do registro "o poliamor é lindo", relembramos hoje que nos podemos meter em sarilhos ao assumirmos publicamente o nosso modo de vida.

Houve quem já o tenha feito de modo sistematico, por isso nao vamos reinventar a roda. Leiam, tomem notas, mas nao se assustem. o poliamor continua a ser lindo.

http://www.polyfamilies.com/polydrawbacks.html

5.12.2009

15 Maio - Contra as novas/velhas inquisições

CONTRA AS VELHAS/NOVAS INQUISIÇÕES

PELO DIREITO A UMA VIDA COM DIREITOS




15 Maio | 19h | Largo S. Domingos
(junto ao Teatro Nacional D. Maria II)



Um conjunto de associações portuguesas, brasileiras e espanholas desenvolvem, no dia 15 de Maio,
uma intervenção artística pelos direitos sexuais e reprodutivos. Com o lema “Contras as Velhas/Novas Inquisições”, um grupo de actores e actrizes vão representar um auto de fé da inquisição, chamando a atenção para as semelhanças que as perseguições antigas têm com as condenações actuais.


Manifesto

Pois é! Umas vezes vêm de botas cardadas... outras com pezinhos de lã.

Batem com a mão no peito, fazem rezas, conferências, juntam assinaturas, lançam folhetos, dogmas, as suas certezas, as suas velhas teorias. Chegam a pôr bombas e a assassinar quem pratica o aborto de forma legal e segura.

Porque não toleram o direito à escolha, à liberdade e à auto-determinação, são contra o direito ao aborto.

Porque negam a pluralidade de modelos familiares e só querem uma família patriarcal.

Porque vivem mal com o(s) corpo(s), o(s) prazer(es), a(s) sexualidade(s).

Porque ainda recusam o direito à contracepção, ao preservativo, promovendo única e exclusivamente a abstinência.

Porque temem que os/as jovens usufruam do direito a uma Educação Sexual sem tabus; porque têm medo da liberdade e da vontade das pessoas sobre os seus corpos, movem campanhas contra o direito à informação sobre aspectos fundamentais da vida dos seres humanos.

O Mundo mudou... Portugal também.

...mas há quem queira olhar para a vida, para as mulheres e para a sociedade, como se estas tivessem parado no tempo. Velhos inquisidores ainda cá estão – hoje com vestes mais modernas, mas com pensamentos muito antigos. Os autos de fé que faziam, e onde expunham e castigavam as mulheres que não se comportavam segundo os cânones (mulher submissa, irmã obediente, filha virtuosa), são hoje poderosas campanhas em que se procura perseguir e culpabilizar a sociedade – apresentando bafientas teorias e dogmas como sendo os “valores” de que a sociedade carece.

As cidadãs e cidadãos, assim como colectivos e associações promotoras desta iniciativa, reafirmam que continuam e continuarão a lutar pelo aprofundamento e alargamento de direitos para todos e todas; reafirmam que continuam e continuarão a lutar pelo progresso das mulheres e dos homens que chegaram a este século assumindo o caminho feito como um dado adquirido de que não abrem mão. A vida é para ser vivida com felicidade, direitos, em plenitude e não como um calvário ou um sofrimento, regimentada por velhas regras que alguns grupos nos querem impor.

Porque não queremos mais homofobia nem transfobia neste país.

Porque recusamos qualquer forma de discriminação em função da orientação sexual e das identidades de género(s).

Porque não podemos aceitar que se estigmatizem as pessoas seropositivas.

Porque nos negamos a viver numa sociedade patriarcal em que as mulheres são menorizadas.

Lutaremos sempre por Direitos Civis e por Direitos Sexuais e Reprodutivos, para todos e todas, em plena igualdade. Exprimimos a nossa solidariedade com todas as pessoas que noutros países – e em particular o Estado Espanhol e Brasil - lutam pelo direito a interromper uma gravidez por decisão da mulher.

Os “novos” autos de fé e as perseguições são sempre momentos de retrocesso e de vergonha que deviam, há muito, fazer parte de um passado enterrado.



Associações Subscritoras

Associação Olho Vivo | Associação Positivo | Católicas pelo Direito de Decidir/Brasil | Clube Safo - Associação de Defesa dos Direitos das Lésbicas | Colectivo Feminista | Comuna – Teatro de Pesquisa | Karnart C.P.O.O.A. | GAT - Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA | Gatos que Ladram | Médicos Pela Escolha | Não Te Prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais | NOSOTRAS NO NOS RESIGNAMOS | Panteras Rosa – Frente de Combate à LésBiGayTransFobia | poly_portugal | Ponto Bi | Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens | SERES.VIH.SIDA | SOLIM – Associação para a defesa dos direitos imigrantes | SOS Racismo | UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta

Mais info:
http://umarbraga.wordpress.com/2009/05/13/contra-as-velhasnovas-inquisicoes/

3.02.2009

nao monogamia nao é poligamia

A propósito da crónica de Manuel Joao Ramos "O fim do casamento, poligamia e incesto"

http://sol.sapo. pt/PaginaInicial /Opiniao/ Interior. aspx?content_ id=127295

"A consequência lógica da extensão do âmbito legal de forma a abarcar os interesses homossexuais, em nome do direito à não discriminação de opções individuais ou culturais, é a abolição dos princípios de monogamia e de proibição de incesto. "

Infelizmente mais á frente faz o salto mortal de misturar nao-monogamia com poligamia:

"A poligamia carece de fundamento normativo no Ocidente por não ser suportada por preceitos religiosos, ao contrário da lei islâmica, e exprime uma inadmissível assimetria estatutária entre homens e mulheres. "



Pequena observacao:

A poligamia, é necesariamente nao-monogâmica, mas a negacao da monogamia, ou o seu contrario nao é necessariamente apenas a poligamia. Há outras coisas nao monogâmicas que nao sao a poligamia.

É importante, nao apenas por amor da verdae, mas para entrar nestas discussoes com as melhores armas, e principalmente nos tempos que se aproximacam e suas discussoes sobre o casamento civil, chamar os bois pelos nomes e nao misturar nao monogamia com poligamia. Ha todo um leque de possibilidades, consensualidade, etc por detrás destas palavrinhas nada inocentes.


E, for completeness,

Indo um pouco mais longe, há muitos mais modelos, modernos, contemporâneos e antigos que têem sido praticados ao longo de vários séculos no Ocidente, simplesmente sem a ribalta que o mundo moderno poe em tudo. Recomendo investigar, por exemplo, as unioes homossexuais abencoadas pela Igreja até ao seculo XII (referência "Born to be Gay" William Naphy von Tempus) na peninsula Ibérica, os Affrérements ou ainda as experiências familiares e sociológicas das várias Comunas.

Mesmo o simplesmente ser solteiro ja foi uma coisa mais "natural" ou vista como natural do que nos dias de hoje, em que um exército de socio-pedagogos nos querem corrigir o tratamento desviante se tivermos a fantasia de estar Quirky Alone... Mas vou parar por aqui, porque estou a divagar e nao quero que o "meu ponto" se perca....

Ver mais comentários ao artigo aqui:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Opiniao/Interior.aspx?content_id=127295&tab=community


2.08.2009

Making waves

Ahhhhhhhhhhh...... (enter Veuve Cliquot, exeunt pedra no sapato e maus figados em relacao a isto...)

http://cmiskp.echr.coe.int/tkp197/viewhbkm.asp?sessionId=18804762&skin=hudoc-pr-en&action=html&table=F69A27FD8FB86142BF01C1166DEA398649&key=76309&highlight



Comunicado de Imprensa

Campanha 'Fazer Ondas' - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos dá razão a associações feministas portuguesas



As associações Não Te Prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais e Clube Safo congratulam-se com a recente decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) relativamente à Campanha 'Fazer Ondas'.

O caso reporta-se a 2004, quando convidámos a organização Women On Waves e o seu barco-clínica a vir a Portugal, numa série de acções visando informação e sensibilização para a necessidade de descriminalizar o aborto a pedido da mulher. A iniciativa debateu-se com um governo PSD/CDS-PP conservador, cuja decisão de enviar dois navios de guerra de forma a impedir a entrada do chamado 'Barco do Aborto' em águas territoriais portuguesas ficará sempre guardada entre os episódios mais absurdos e desproporcionais da nossa história recente. Isso mesmo considerou o TEDH, ao condenar agora o Estado Português ao pagamento de uma multa por danos morais às partes envolvidas, considerando ainda ter havido uso de medidas desproporcionais e violação do direito de liberdade de expressão (artigo 10 da Convenção dos Direitos Humanos).

Para além dos efeitos práticos desta decisão, o seu importante significado simbólico vem repor justiça face aos eventos decorridos em 2004. Fica assim provada a validade de uma iniciativa que consistiu num expoente da mobilização cívica em Portugal e que mudou, indubitavelmente, a história da acção colectiva existente no nosso país até então e, mais especificamente, o rumo do activismo pró-escolha que culminou com a despenalização do aborto até às 10 semanas a pedido da mulher em 2007.

Este é um dia de celebração da liberdade, da escolha e do activismo feminista em Portugal, hoje como em 2004.

Estamos, portanto, todas e todos de parabéns.


Associação Clube Safo
clubesafo@clubesafo.com

Não Te Prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
naoteprives@yahoo.com

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1.23.2009

O que está abaixo é sacado ipsis verbis da mailing list das Panteras.

Resumindo e baralhando, and keeping a long story short, faz-me impressão e choca-me a confusão naquelas cabeças. Por um lado, um erro cientifico, por outro uma atitude discriminatória. Por fim, falta sangue nos bancos.

Erro cientifico? Sim. homossexuais masculinos não estão em mais risco se encontrar contaminados com, por exemplo, HIV, e de doar sangue contaminado. Tal preconceito vem do tempo em que nao se falavam de comportamentos de risco mas de grupos de risco, expressão entretanto riscada dos manuais científicos sérios. Na verdade, de acordo com as mais recentes estatísticas, se se pudesse falar de grupo de risco para a SIDA, o das mulheres com mais de 35 anos ainda nao é o maior, mas o que está a crescer mais depressa.. Será que se vai proibir as mulheres heterossexuais dessa idade de doar sangue? Eu aposto que não....

Nem vale a pena bater no ceguinho na questão do estereotipo da promiscuidade.. por essa ordem de ideias, nenhum adulto sexualmente activo deveria dar sangue, independentemente da orientação sexual. E porque é que um heterossexual promiscuo não é perigoso e um homossexual (ou nem isso, citando - de cabeça - o questionário pré-dádiva: "um homem que teve relaçoes com pelo menos um outro homem durante o último ano") o é automaticamente?

Discriminatório sim. Há um critério de valor implícito, de confiança ou de segurança associado a comportamentos sexuais mais mainstream ou mais "desviantes". O salto moral (para não dizer mortal) em que se passa do comportamento pata um valor moral é bastante simples e está á vista.

Quem estiver pelo menos tão chateado como eu, pode escrever ao PS a perguntar o que se passou. Eu fa-lo-ei.




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PS rejeita o fim da discriminação de homossexuais na recolha de sangue


Foi hoje chumbado o fim da discriminação de homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue.
O projecto de resolução, apresentado pelo Bloco de Esquerda na sequência das Jornadas SEM MEDOS - contra a homofobia, organizadas pelo Bloco, foi hoje chumbado pelo PS. O projecto teve os votos favoráveis do Bloco, PCP, Verdes e PSD, a abstenção do CDS/PP e o voto contra dos deputados do Partido Socialista.

Passados quatro meses de terem chumbado o fim da discriminação no acesso ao casamento civil, e num momento em que se volta a falar publicamente da correcção dessa desigualdade e dessa discriminação, o grupo parlamentar do PS revela as suas contradições e a sua homofobia e vota contra um projecto que pretende acabar com uma discriminação absurda e totalmente infundada.

O projecto do Bloco de Esquerda, hoje chumbado, segue em anexo e pode ser consultado aqui

Sugiro que todos os que nos interessamos pela igualdade e que nos empenhamos na luta contra a discriminação LGBT que exprimamos o nosso protesto veemente.



À vossa disposição e solidariamente,

José Soeiro

1.21.2009

Aviso por causa da moral

Tropecei por acaso neste post. Nele, podemos ler uma citação interessante de Fernando Pessoa a defender António Botto (um dos mais desbocados, sexualmente explícitos e talentosos poetas da praça) de todos os filisteus e guardiões da moral que lhe caíram em cima precisamente por causa disso.. Esta defesa, aprendi também no mesmo post (a wiki parece confirmar) visou particularmente estudantes da Faculdade de Letras que escreveram um texto atacando António Botto.



''Ó meninos: estudem, divirtam-se e calem-se. Divirtam-se com mulheres, se gostam de mulheres; divirtam-se de outra maneira, se preferem outra. Tudo está certo, porque não passa do corpo de quem se diverte. Mas, quanto ao resto, calem-se. Porque só há duas maneiras de ter razão. Uma é calar-se, e é a que convém aos novos. A outra é contradizer-se, mas só alguém de mais idade a pode cometer.' ' Fernando Pessoa, citado in Dacosta, As Máscaras de Salazar.


Fiz um pouco o meu trabalho de casa e fui investigar, mas não fui muito longe. Não sei nada sobre o livro, se é bom, se é mau, se é credível. O livro em questão está esgotado. Aqui podem ler um pouco sobre ele. Mas na verdade o que queria era encontrar a publicação onde o texto original de Pessoa saiu. O google dá os seguintes resultados, mas não fui confirmar o conteúdo (parece estar esgotado):

no leitura.pt ou na Guimarães editores..

9.21.2008

Discussão sobre o Casamento Civil

Vem aí a discussão parlamentar sobre o casamento civil, mais precisamente, sobre o alargamento do mesmo a casais do mesmo género.

Os meio LGBT alegram-se em maior ou menor grau. Afinal, Portugal está renitente em seguir a tendência que a Europa se prepara com maior ou menor inercia para ir paulatinamente adoptando, mas será uma questão de tempo. O argumento na ordem do dia é o da abolição de um tipo de discriminação, que impede alguns cidadãos de terem acesso a uma instituição que outros têm.

Embora eu fique parcialmente contente por a coisa provavelmente ir para a frente, ficarei sempre com uma pedra no sapato. Suportarei o alargamento do casamento por uma questão pragmática, porque basicamente "se heteros podem, nós também temos de ter". Abrirei uma garrafa de champanhe e acho que é um tijolo importante, demonstrador de uma emancipação da sociedade de portuguesa que todos devíamos saudar.

Mas na verdade o que eu queria era que a figura casamento, hetero, homo, religioso e civil desaparecesse da face da Terra, ou pelo menos das sociedades que têm a mania de insistir em se chamar democráticas e igualitárias.

Vamos a ver..

Eu, antidote, mulher, adulta, solteira, trabalhadora, vulgar de Lineu..

Se eu fundar uma comuna, ou um apartamento com amigos para poupar dinheiro, não vou ter os mesmos incentivos fiscais e "apoios à família" do que um casal "casado" ou em união de facto.

Porque é que eu, como figura fiscal/legal "mulher solteira" tenho de estar mais fragilizada perante a sociedade do alguém que esteja casado com aquela teia de protecção legal toda à volta deles?

É realmente minha escolha ser solteira ou permanecer solteira (são na verdade duas coisas diferentes), mas perturba-me o assegurar de privilégios, que estão a ser confundidos com direitos,que outros tenham, sejam heteros ou não.

Mais ainda me perturba mais que o Estado reconheça apenas essa forma de emocionalidade como válida. Porque é que eu não posso passar procurações médicas a amigos escolhidos a dedo (ou seja, se eu ficar em coma, porque é que são os meus pais a decidir "desligar a máquina" em vez de ser quem eu quero)? porque é que as minhas disposições testamentarias são passadas a ferro no caso de eu ser solteira (se eu morrer os meus pais herdam sempre uma parte independentemente do que está no meu testamento), e um bocadinho mais levadas a sério se eu estiver casada?

Porque é que uma criança só pode ser adoptada por um casal? o que é que há de menos respeitável/ético em pessoas não casadas ou mesmo pessoas sós?

Perturba me ainda mais que não perturbe mais gente ainda, que o Estado esteja a dizer com isto, com a figura do casamento, que todas as outras formas de estar são toleradas, mas não são a certa. e isso incluindo ser solteiro, viúvo, já nem falo de comunas, engenharia social ou famílias estendidas, com relações não monogâmicas ou não... Isso chama-se MONO-NORMATIVIDADE, e trocando por miúdos, é a capacidade das instituições passarem a ferro tudo o que não é considerado normal/mainstream/desejado.

Reconheço sem dúvida nem hesitação o impulso que leva pares que se gostam a casar. E enquanto a lei, a instituição casamento existir, e for assim, ficarei contente por eles e irei festejar com eles em toda a sinceridade. Ficarei, quase em contradição comigo, contente quando os primeiros casais do mesmo género se casarem em Portugal, porque indicará um avanço das mentalidades, e porque os nubentes estarão mais feliz nesse dia do que noutros.

Mas o casamento é um atentado ás liberdades individuais porque nos diz que um individuo só, um cidadão, não é suficiente como entidade e que precisa de se comportar de uma certa maneira para ser completo e útil à sociedade.

Sendo assim sou e serei politicamente sempre e constantemente contra a figura do casamento, por não ter cabidela numa sociedade que se quer igualitária e democrática.

Obrigada por lerem.

Vejam um óptimo artigo sobre o tema, via panteras rosa, aqui:

http://panterasrosa.blogspot.com/2008/09/igualdade-no-acesso-ao-casamento-civil.html

e a telenovela política vai por aqui:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1343486&idCanal=23


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