
Nao é um evento único, antes ocorrendo em diversas cidades desde que haja uma equipa disposta a arregacar as mangas e a pegar no conceito. É, e passo a citar do manifesto da Ladyfest 2005 em Nuremberga, "uma plataforma para actividades culturais e politicas de mulheres, queer, transgéneros e intersexuais: é UM ENCONTRO DE SENHORAS DE TODOS OS GÉNEROS, dirigida para quem nao é normalmente facil encontrar uma plataforma para o seu trabalho criativo. É um evento DIY (Do It Yourself). É organisado por voluntárias no seu tempo livre e nao tem fins lucrativos (...). Este projecto tem por fim fortalecer os sentimentos de interesse comum e encorajar senhoras de todos os géneros a tornarem-se activas. Desde concertos, a exposicoes, passando por discussoes filosóficas ou políticas, festas e filmes, muita variedade estará disponível (...) A celebracao será feita (concertos ou DJaning) ao som de musica "feminina"/queer/transgender" (...). A Ladyfest é dirigida a todos, nao só a mulheres biológicas"
Acrescento meu, geralmente foge muito ao mainstream e anti-mononormatisacao é a palavra de ordem subjacente a tudo. Por outras palavras, é uma festa onde se encontra diversidade, queer friendliness, criatividade (muita improvisacao, e coisas presas com cordeis infelismente também), feminismo, sexualidade desempoeirada, you name it.
Define-se fortemente como contra cultura, intervencionista, de esquerda e como opondo-se fortemente á pressao mainstream de encontrar solucoes "one size fits them all" que neguem a individualidade e diversidade que (felizmente ainda) abundam dentro da(s) nossa(s) sociedade(s). Encoraja por consequência todo o tipo de DIY (Do It Yourself), todo o tipo de diversidade e de discurso e prática politicamente correcta e antidiscriminatória. É também precisamente por esse encorojamento da diversidade e do DIY extremamente divertida e descontraida!!
A titulo de exemplo, deixo aqui um extracto do programa da Ladyfest de Viena 2007: para vos despertar a curiosidade (deixei os textos em inglês sempre que achei que era mais descritivo que em português): "Stencil, ferramenta de arte e intervencao política", "Drag yourself, extend your Self", "Do it yourself: Dyke styling, do your own dyke-clothes", "Escrita criativa, como melhorar um texto ou mandá-lo pela janela", "Da teoria queer á prática politica", "Crashcourse de hardware (computador)", "O viver precário como forma de Resistência na sociedade contemporânea", "Filmes porno queer-feministas", "Tecnologia de som", "Seguranca no computador", "All gender is drag", "Gendering the Wikipedia", " Open source software", "Bondage", e finalmente, a workshop que eu co-moderei, "Uma, nenhuma ou muitas: formas alternativas de relacao". No dia de abertura, esta festa contou com uma sexparty ("QueerEruption").
O que eu gostava: Uma Ladyfest em Portugal. Basta querer, e pegar no conceito. Voluntárias?
Próximas Ladyfest:
Ladyfest Brasil
Ladyfest Munique (ou no myspace)
Ladyfest Berna
Ladyfest Spain (alguma info aqui)
mais? ... (procurem, ou perguntem-me)
mais informacao:
http://en.wikipedia.org/wiki/Ladyfest
http://laundrylst.blogspot.com/search?q=ladyfest
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