Com fukushima de repente relançou-se estremunhadamente a discussão sobre o nuclear, e de repente houve acordares dolorosos e buscas de informação apressadas. Ou de repente ficou descoberta a careca de que nos estavam a vender produtos e energia com a etiqueta "verde", por ser redutora de emissões de carbono, que na verdade tinham uma contribuição do nuclear. Sim, estavam-nos a vender o nuclear como energia verde, mas poucos se aperceberam disso. Houve activistas a apoiar produtos "carbon correct" sem saber que havia nuclear "dentro".
Tenho aqui em cima da secretária uma série de panfletos de vários grupos políticos anti-nuclear, uns mais interventivos que outros. Um deles limita se a informar acerca de que organismos estão mais ou menos comprometidos no apoio ao nuclear, um pouco como "tomem lá esta informação e façam dela o que quiserem". Lista endereços desde construtores de reatores nucleares, passando pelos organismos políticos que decidem e apoiam a sua implementação ou os responsáveis pela gestão (leia-se exportação atabalhoada) do lixo atómico.
Um dos organismos que me deixou a pensar foi o WiN, Women in Nuclear. é uma associação mundial de mulheres que trabalham na industria nuclear (Exclui investigação cientifica, e medicina portanto). São mais de 2000 mulheres no mundo inteiro. Se fizermos a habitual continha que mulheres a trabalhar na industria são menos de 15%, isto dá-nos várias dezenas de milhares de pessoas a trabalhar na industria do nuclear.
Se são tantos, quer dizer que eles andam aí, à nossa volta. Como é que não damos por isso? De certeza que conheço alguém que pertence a este grupo. Há todo um mundo do qual nada sabemos e que decide coisas por nós. E que se calhar bebe cafés connosco e nos dá umas palmadinhas nas costas e até são uns gajos porreiros..
hmmm.
7.07.2011
6.30.2011
24/7 The passion of life, o filme
Não sei se é bom, mau ou assim assim, até porque só estreia dia 24.7 (Oh! que original!). Chama-se "24/7 the passion of life"
Pelo flier que tenho aqui em cima da mesa, parece ser mais uma tentativa de fazer um filme comercial com BDSM em todos os pontos do seu catálogo. Deixa-me, ver, a hora está tardia para ler isto em detalhe, mas palavras que me saltam aos olhos: Domina-Studio, Swingerclub, Stripteasebar, visitados e guiados por uma socióloga que tropeça na filha de um dono de hotel... Hmmm.. isto para mim não começa da melhor maneira, mas vou seguir e quando souber mais digo-vos. Ou vocês dizem a mim, vai dar ao mesmo. De qualquer maneira, ficamos todos avisados e fiquemos atentos.
5.31.2011
Manifestação contra a repressão do trabalho sexual
um pouco por todo lado começa a aparecer trabalho acerca da penalizacao da prostituição e/ou trabalho sexual (vários termos que nem sempre se sobrepoem) , e uma tentativa de chamar os bois pelos nomes e separar diversos assuntos.
Em Franca temos já dia 2 de Junho, quinta feira, a manifestação contra a repressão do trabalho sexual. O trigger é a lei francesa vigente que penaliza os clientes. A prostituição em si não é crime, mas sim o uso da prostituição. Enquanto que se pode argumentar que há situações que acontecem em contexto do trabalho sexual que são para ser combatidas, não é proibir ou penalizar todas as situações desse contesto que se vai nem resolver os tais problemas nem criar uma situação justa. Nao é proibindo a solicitação que se vai acabar com a prostituicao forcada (ou mesmo o trabalho sexual de todo) ou com situações de fragilidade extremas.
Em Franca temos já dia 2 de Junho, quinta feira, a manifestação contra a repressão do trabalho sexual. O trigger é a lei francesa vigente que penaliza os clientes. A prostituição em si não é crime, mas sim o uso da prostituição. Enquanto que se pode argumentar que há situações que acontecem em contexto do trabalho sexual que são para ser combatidas, não é proibir ou penalizar todas as situações desse contesto que se vai nem resolver os tais problemas nem criar uma situação justa. Nao é proibindo a solicitação que se vai acabar com a prostituicao forcada (ou mesmo o trabalho sexual de todo) ou com situações de fragilidade extremas.
Manifestation contre la répression du travail du sexe
Thursday, June 2 · 2:00pm - 6:00pm
Nous demandons l'abolition de la LSI et du délit de racolage passif, qui nous criminalisent, nous stigmatisent, nous précarisent et nous mettent en danger. Nous refusons catégoriquement la pénalisation de nos clients. Payer pour du sexe n'est pas un crime. Laissez nous travailler! Faisons nous entendre! Travailleurs et travailleuses du sexe, ainsi que ceux et celles qui nous soutiennent, sortons du placard et marchons pour nos droits!
contact@strass-syndicat.org
Org: STRASS Syndicat du TRAvail Sexuel
Nous demandons l'abolition de la LSI et du délit de racolage passif, qui nous criminalisent, nous stigmatisent, nous précarisent et nous mettent en danger. Nous refusons catégoriquement la pénalisation de nos clients. Payer pour du sexe n'est pas un crime. Laissez nous travailler! Faisons nous entendre! Travailleurs et travailleuses du sexe, ainsi que ceux et celles qui nous soutiennent, sortons du placard et marchons pour nos droits!
contact@strass-syndicat.org
Org: STRASS Syndicat du TRAvail Sexuel
5.27.2011
perigos inusitados duma vida kinky
Há inúmeros bons artigos, pela Internet fora e não só, acerca dos perigos relacionados com o SM e como os minimizar. Já falámos aqui de regras para as festas, de negociação, falaremos em breve de checklists.
Mas inusitadamente...
Apanhei a primeira carraça da minha vida numa festa kinky num jardim... o que é ainda mais improvável dado que passei os últimos 10 anos da minha vida a fazer todo o tipo e mais algum de atividades outdoor. Enfim. Improbabilidades.
Fiquem portanto com a sugestão para este Verão, kinky outdoor sim, muito boa ideia, mas levar um estojo de primeiros socorros, repelente de insetos e uma pinçazinha.
Mas inusitadamente...
Apanhei a primeira carraça da minha vida numa festa kinky num jardim... o que é ainda mais improvável dado que passei os últimos 10 anos da minha vida a fazer todo o tipo e mais algum de atividades outdoor. Enfim. Improbabilidades.
Fiquem portanto com a sugestão para este Verão, kinky outdoor sim, muito boa ideia, mas levar um estojo de primeiros socorros, repelente de insetos e uma pinçazinha.
5.23.2011
Fetish4all, Augusta Vindelicorum
Este fim de semana fiz 2x600km para ir a uma festa de anos. Acho que não vale a pena explicar como era importante para mim estar presente, ninguém faz 1200km assim sem mais nem menos (a não ser que não tenha vida).
A dita festa foi nas instalações do fetish4all e achei por bem hoje escrever sobre esta associação, porque acho que o trabalho que fazem tem um carácter muito especial.
O fetish4all é uma associação recreativa, não é um clube. Dentro das suas limitações bastante fortes acabaram por ser desenvolvidas características únicas que o tornam muito especial e atraente na sua vocação. As suas instalações são antigas estufas de criação de plantas, abandonadas há muitos anos e em estado de ruína até há poucos anos. Os terrenos, por razoes históricas, das quais eu quero saber o menos possível, são de momento invendáveis e pagam uma renda muito baixa. Os seus organizadores são pessoas dos mais diversos walk-of-life, desde académicos a colarinhos-azuis, queers ou não, e aí por diante...
um grupo de pessoas resolveu pegar na coisa para poder ter um espaço para as suas atividades ligadas ao BDSM. Nem toda a gente gosta de fazer tudo em casa, alem de que é bom ter um sitio para conhecer kindred-spirits. Nesta cidade, Augusburg, com menos de 300.00 habitantes, não havia nada em termos de clubes ou eventos SM, e na cidade mais próxima, Munique, além de ter uma cena muito pequena e mais orientada mais para o fetish que para o BDSM ppd, os preços habituais que o BDSM não-queer cobra são simplesmente estratosféricos e sem oferecer nada de especial que os justifique. A riquesa dos Fugger foi há muito tempo... Sendo assim, fundaram uma associação, à qual qualquer pessoa pode pertencer pagando uma joia anual de 100 Euros. Esse dinheiro paga a renda do terreno e as obras de melhoramento da casa e dos terrenos. Em troca, pode-se usar as instalações, para as quais há um conjunto de regras de utilização e co-responsabilização.
Aos poucos, o jardim foi limpo das silvas que lá cresceram nos últimos 60 anos, e a casa ganhou um telhado por onde a chuva já não entra. Mais tarde uma das estufas recebeu algum equipamento SM, todo muito DIY, sem luxos mas sem descurar a segurança. Há dois anos alguém trouxe uma máquina de lavar. No outono, alguém trouxe um frigorífico... No fim desde inverno construiu-se um laguinho no jardim onde as rãs coaxam ao por do sol. No mês passado foi acrescentado um ponto de suspensão para bondage. As outras estufas, ainda arruinadas, podem ser visitadas e utilizadas, e têm um charme de lost-place.
Devido ao carácter DIY e ao facto de muito do terreno ainda estar arruinado e por reabilitar, é valida a regra "use at your own risk", a organização não se responsabiliza por acidentes. Mas na verdade, na Alemanha, qualquer clube SM tem esta regra.
Talvez pelo facto de a cidade ser pequena (260.000), e precisamente a cena SM ser minúscula, a coesão, mais do que desejável, é uma questão de sobrevivência, e o trabalho de equipa entre pessoas da cena lesbian-queer e da cena mainstream é simplesmente de louvar. Torna a coisa completamente única. De repente uma série de coisas que caracteriza a cena BDSM mainstream (a decoração tipo dungeon, o dress code obrigatório, a musica mais ou menos "gótica ou nem por isso", ou a ausência de regras acerca de limpeza, safe sex ou acerca do consumo de álcool) são discutidas em vez de serem cegamente quotidianas. Há um cross over bastante interessante. os landmarks dos eventos SM queer aparecem num contexto que se reconhece como mainstream: luvas de safer sex, desinfetante, pessoas vestidas simplesmente como lhes apetece...
Para alem de se poder usar as instalações, há festas organizadas, há workshops, e há "dias de porta aberta" em que a associação se apresenta ao resto da população. O próximo é 18.6.2011...
é possível usar as instalações com o estatuto de membro temporário pagando uma joia simbólica. E se alguém quiser contribuir, donativos são mais do que bem-vindos... (http://www.fetish4all.de/node/8)
Por mim, que vivo numa cidade em que há de tudo no que diz respeito a SM (inclusivé uma atitude amistosa), apreciei muito o trabalho que vi e a unicidade da coisa. Achei que mesmo nesta cidade em que há tudo não há um sitio onde posso fazer uma suspensão em bondage numa ruína de uma estufa, ou de fazer simplesmente uma play com a luz rosa do entardecer e ao som de rãs a coaxar. E isto é impagável.
os habituais links que vos preparei com amor e carinho com que me podem ajudar a ter tempo para escrever (o mais insignificante clickzinho ajuda):
A dita festa foi nas instalações do fetish4all e achei por bem hoje escrever sobre esta associação, porque acho que o trabalho que fazem tem um carácter muito especial.
um grupo de pessoas resolveu pegar na coisa para poder ter um espaço para as suas atividades ligadas ao BDSM. Nem toda a gente gosta de fazer tudo em casa, alem de que é bom ter um sitio para conhecer kindred-spirits. Nesta cidade, Augusburg, com menos de 300.00 habitantes, não havia nada em termos de clubes ou eventos SM, e na cidade mais próxima, Munique, além de ter uma cena muito pequena e mais orientada mais para o fetish que para o BDSM ppd, os preços habituais que o BDSM não-queer cobra são simplesmente estratosféricos e sem oferecer nada de especial que os justifique. A riquesa dos Fugger foi há muito tempo... Sendo assim, fundaram uma associação, à qual qualquer pessoa pode pertencer pagando uma joia anual de 100 Euros. Esse dinheiro paga a renda do terreno e as obras de melhoramento da casa e dos terrenos. Em troca, pode-se usar as instalações, para as quais há um conjunto de regras de utilização e co-responsabilização.
Devido ao carácter DIY e ao facto de muito do terreno ainda estar arruinado e por reabilitar, é valida a regra "use at your own risk", a organização não se responsabiliza por acidentes. Mas na verdade, na Alemanha, qualquer clube SM tem esta regra.
Talvez pelo facto de a cidade ser pequena (260.000), e precisamente a cena SM ser minúscula, a coesão, mais do que desejável, é uma questão de sobrevivência, e o trabalho de equipa entre pessoas da cena lesbian-queer e da cena mainstream é simplesmente de louvar. Torna a coisa completamente única. De repente uma série de coisas que caracteriza a cena BDSM mainstream (a decoração tipo dungeon, o dress code obrigatório, a musica mais ou menos "gótica ou nem por isso", ou a ausência de regras acerca de limpeza, safe sex ou acerca do consumo de álcool) são discutidas em vez de serem cegamente quotidianas. Há um cross over bastante interessante. os landmarks dos eventos SM queer aparecem num contexto que se reconhece como mainstream: luvas de safer sex, desinfetante, pessoas vestidas simplesmente como lhes apetece...
Para alem de se poder usar as instalações, há festas organizadas, há workshops, e há "dias de porta aberta" em que a associação se apresenta ao resto da população. O próximo é 18.6.2011...
é possível usar as instalações com o estatuto de membro temporário pagando uma joia simbólica. E se alguém quiser contribuir, donativos são mais do que bem-vindos... (http://www.fetish4all.de/node/8)
Por mim, que vivo numa cidade em que há de tudo no que diz respeito a SM (inclusivé uma atitude amistosa), apreciei muito o trabalho que vi e a unicidade da coisa. Achei que mesmo nesta cidade em que há tudo não há um sitio onde posso fazer uma suspensão em bondage numa ruína de uma estufa, ou de fazer simplesmente uma play com a luz rosa do entardecer e ao som de rãs a coaxar. E isto é impagável.
os habituais links que vos preparei com amor e carinho com que me podem ajudar a ter tempo para escrever (o mais insignificante clickzinho ajuda):
5.16.2011
não é não
E continuando na sequencia do post anterior, a questão que está subjacente a isto tudo é que não é toda a gente que entende que não é não, e que se não é consensual é violência. Iliteracia? diria que é algo muito mais subterrâneo e perigoso.
De qualquer maneira, com ou sem Slut Walk , a UMAR resolveu e muito bem organizar uma ação de protesto a propósito do acórdão de tribunal que absolve um psiquiatra acusado de violar a sua paciente.
não se trata de se fazer comentários de conversa de café, em que este acha que sim e este acha que não, à moda do futebol, em que todos seriam melhores treinadores do que quem o faz ao vivo e a cores. Não se trata de começar a contestar com uma manifestação qualquer julgamento sempre que a decisão não agrada. Trata-se de pegar nas próprias frases que estão documentadas no acórdão, acerca de atos provados, e perceber que algo se perdeu durante este julgamento, e chamar a atenção quer de quem tem o assunto entre mãos, quer do cidadão (des)atento e convidar as pensar e intervir na "coisa" (sendo a "coisa" um assunto tão pouco importante como "apenas" em que sociedade é que queremos viver)
Aqui o link para a noticia no JN, e para o texto completo da UMAR.
A UMAR fala de criação de uma lista negra de profissionais de saúde. A compilação de listas de medicxs ou LG friendly ou Trans friendly ou feministas etc é prática habitual por aqui no Norte da Europa, e embora não resolva o problema de "porque é que continua a haver profissionais que fazem coisas - discriminação - contra o código deontológico", resolve o problema de todos aqueles, ativistas ou não, que simplesmente precisam de um médico sem esperar pelo acórdão de tribunal por acao de discriminação. A criação de uma lista negra implica por outro lado, para se evitar processos por difamação, injustiças e outros sarilhos, que seja verificada e objetiva, ou seja, que seja mantida por alguém. Não tenho a certeza que seja a solução mais construtiva, mas provavelmente tem o efeito grandioso de criar uma discussão e de essa discussão finalmente cair à rua.
Desejo que haja ações não só de intervenção, a chamar a atenção dos responsáveis pela Justiça e pela educação por Direitos Humanos e educação sexual nas escolas. Desejo que alguem pergunte à Ordem dos Médicos a sua posição neste caso. Desejo que os profissionais de Direito aprendam Direito, e que as pessoas acordem para este problema e que não olhem para o lado e digam que não lhes diz respeito.
Por outro lado andam alegremente pelo FB a divulgar o retrato robot do acusado, o que me põe bastante de mau humor, porque entendo o ativismo como uma luta pela implementação de regras justas ou pela aplicação cuidadosa das regras já existentes. e se usamos justiça por conta própria, desacreditamos a luta em que supostamente acreditamos. Isto não é agit-prop, isto é apenas uma caça às bruxas. Por muito que não goste do que aquele senhor tem às costas, ou que não me apeteça fazer-lhe festinhas,não acho que a luta contra a violência e o abuso passe por um tipo de justiça popular, que não me parece uma coisa desejável ou agradável de ver à solta nas ruas internéticas.
Fuming.
a habitual lista de livros de "leitura complementar para este assunto" e outras cenas:
.
De qualquer maneira, com ou sem Slut Walk , a UMAR resolveu e muito bem organizar uma ação de protesto a propósito do acórdão de tribunal que absolve um psiquiatra acusado de violar a sua paciente.
não se trata de se fazer comentários de conversa de café, em que este acha que sim e este acha que não, à moda do futebol, em que todos seriam melhores treinadores do que quem o faz ao vivo e a cores. Não se trata de começar a contestar com uma manifestação qualquer julgamento sempre que a decisão não agrada. Trata-se de pegar nas próprias frases que estão documentadas no acórdão, acerca de atos provados, e perceber que algo se perdeu durante este julgamento, e chamar a atenção quer de quem tem o assunto entre mãos, quer do cidadão (des)atento e convidar as pensar e intervir na "coisa" (sendo a "coisa" um assunto tão pouco importante como "apenas" em que sociedade é que queremos viver)
Aqui o link para a noticia no JN, e para o texto completo da UMAR.
A UMAR fala de criação de uma lista negra de profissionais de saúde. A compilação de listas de medicxs ou LG friendly ou Trans friendly ou feministas etc é prática habitual por aqui no Norte da Europa, e embora não resolva o problema de "porque é que continua a haver profissionais que fazem coisas - discriminação - contra o código deontológico", resolve o problema de todos aqueles, ativistas ou não, que simplesmente precisam de um médico sem esperar pelo acórdão de tribunal por acao de discriminação. A criação de uma lista negra implica por outro lado, para se evitar processos por difamação, injustiças e outros sarilhos, que seja verificada e objetiva, ou seja, que seja mantida por alguém. Não tenho a certeza que seja a solução mais construtiva, mas provavelmente tem o efeito grandioso de criar uma discussão e de essa discussão finalmente cair à rua.
Desejo que haja ações não só de intervenção, a chamar a atenção dos responsáveis pela Justiça e pela educação por Direitos Humanos e educação sexual nas escolas. Desejo que alguem pergunte à Ordem dos Médicos a sua posição neste caso. Desejo que os profissionais de Direito aprendam Direito, e que as pessoas acordem para este problema e que não olhem para o lado e digam que não lhes diz respeito.
Por outro lado andam alegremente pelo FB a divulgar o retrato robot do acusado, o que me põe bastante de mau humor, porque entendo o ativismo como uma luta pela implementação de regras justas ou pela aplicação cuidadosa das regras já existentes. e se usamos justiça por conta própria, desacreditamos a luta em que supostamente acreditamos. Isto não é agit-prop, isto é apenas uma caça às bruxas. Por muito que não goste do que aquele senhor tem às costas, ou que não me apeteça fazer-lhe festinhas,não acho que a luta contra a violência e o abuso passe por um tipo de justiça popular, que não me parece uma coisa desejável ou agradável de ver à solta nas ruas internéticas.
Fuming.
a habitual lista de livros de "leitura complementar para este assunto" e outras cenas:
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5.15.2011
Transcreens

É já em Junho. Vem aí o TranScreen, o festival de cinema Trans, em Amsterdam.
Vai ser "o" ponto de convergência de filmes e arte sobre e com o tema trans.
http://transcreen.wordpress.com/about/english/
We are trans, We love film, We are queer
We are friends, We love art, We are weird
We are groundbreaking, We are freaks, We are out
We are invisible, We are black, We are proud
We are perfomers, We are transsexuals, We party
We are transformers, We are seniors, We are history
We are transvestites, We are fluid, We are complex
We are differently abled, We are cute, We have sex
We are stories, We are alive, We are men
We are intersex, We are ‘normal’, now and then
We are creative, We are single, We are rare
We are provocative, We are femme, We are aware
We are so much more than this
and we are YOU
YOU + US = TranScreen
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