Na marcha LGBT no Porto (sábado, 7 de Julho de 2007) o colectivo Poli-Portugal tomou parte oficialmente como grupo participante na marcha, tomando posicao entre a faixa do Bloco de Esquerda e o BiPortugal.
Obrigada ao(s) membro(s) da organisacao da Marcha deste ano por terem tido esta lembranca e iniciativa. Nao só isso trouxe visibilidade ao nível das outras pessoas e organisacoes presentes na organisacao como para o público em geral. Infelizmente nao houve tempo para preparar uma faixa, mas levei a minha t-shirt "poliamid" e gritei muito alto:
http://laundrylst.blogspot.com/2006/05/polylogo.html#links
--->fotos em breve!!!
7.17.2007
7.16.2007
nonsense: poliban

melhor que o poliban (foto, nao existe definicao na wikipedia) só mesmo o bibanho..
http://www.maximainteriores.xl.pt/decor/interiores/0205/especial/210.shtml
.
7.14.2007
Resumo Geral do LFT (encontro lésbico de primavera)

Publicado na Zona Livre numero 58.
A Zona Livre é o orgao de comunicacao do Clube Safo, grupo de defesa dos direitos das lésbicas.
Tenciono em breve escrever um artigo mais aprofundado sobre a workshop sobre ciumes e compersion (" a minha namorada beija outra e eu fico contente com isso") que é mais em in-tópico em relacao a este blog. O que está abaixo é apenas um resumo geral, de interesse para acomunidade GLBT, activista ou nao.
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A Zona Livre é o orgao de comunicacao do Clube Safo, grupo de defesa dos direitos das lésbicas.
Tenciono em breve escrever um artigo mais aprofundado sobre a workshop sobre ciumes e compersion (" a minha namorada beija outra e eu fico contente com isso") que é mais em in-tópico em relacao a este blog. O que está abaixo é apenas um resumo geral, de interesse para acomunidade GLBT, activista ou nao.
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O LFT (Lesben FruhlingTreffen, ou Encontro Lésbico de Primavera) teve lugar a 26-28 Maio de 2007 em Marburg, Alemanha.
Achei que poderia ser de interesse para a nossa comunidade escrever um pequeno resumo e partilhar convosco o que vi num encontro que reuniu algumas centenas se nao mais de um milhar de lésbicas. Este encontro é destinado á comunidade lésbica de língua alemã, embora nao seja fechado á participação de lésbicas de outras línguas. Nesse caso, tradução simultânea é proporcionada. Mulheres bisexuais e lésbicas transgénero sao explicitamente benvindas a participar neste encontro.
O LFT tem como conceito base ser um ponto de encontro e partilha entre lésbicas. É uma plataforma para mostrar, comunicar, perguntar, responder, contar, ver, ouvir, sentir, trocar experiências. Sendo assim, é um encontro tanto mais rico quanto a diversidade de quem o visita. Por isso é um evento carregado de consciência e solidariedade sociais: não faz sentido que alguém deixe de vir devido a limitações físicas, cognitivas (por ex. lésbicas portadoras de deficiência) ou financeiras.
A organisação prestou especial atençao para que nao só o campus do evento mas também todos os hoteis, acessos e transportes etc. nao oferecessem dificuldades a lésbicas com mobilidade reduzida. Especialmente as utilisadoras de cadeiras de rodas puderam contar com a ajuda de assistentes (voluntárias). Tradutoras em língua gestual alema para surdas (DGS) estiveram presentes em todas apresentações e workshops. Os programas foram imprimidos em paralelo em versões em Braille e em letras grandes.
Igualmente de acordo com a filosofia de facilitar o acesso a todas, o preco de entrada a pagar por cada lésbica foi calculado (voluntariamente, pela própria, contando com uma eventual honestidade natural de todas as lésbicas) em função do seu ordenado líquido, variando entre 10 e 130Eu. Independentemente do escalão pago, toda a lésbica visitante do LFT teve de fazer duas horas de trabalho comunitário, a escolher e a discutir com a organisação.
A organisação teve a atenção especial de organisar varios tipos de possibilidades de dormida, entre as quais um leque de pensões e hoteis, e também a possibilidade de pernoitar num ginásio ou em quartos privados oferecidos gentilmente por privadas ("bolsa de camas"). Muitas acabaram por escolher o ginásio por não quererem dispensar a experiência de grupo, com todo o empowerment que vem associado. Toda a comida vendida no recinto era de origem "comércio justo", e haviam sempre alternativas vegetarianas ou vegan.
Um encontro destes geralmente nao deixa passar a oportunidade fantastica, proporcionada pela presenca de tantas lésbicas politicamente interessadas, de organisar uma manifestacao. A manifestacao decorreu sob o tema „uma sociedade mais justa“ incluindo pessoas com deficiencia em todos os sectores desde o primeiro minuto e nao só quando ha tempo sobejante ou dinheiro, e por uma vivencia mais socialmente responsavel, quer em geral quer para as mulheres e lesbicas em particiular. Tendo em conta que Marburg tem 70.000 habitantes, e que a manifestaco cerca de 1000 pessoas, imaginem o impacto e a confrontacao.
Entre os varios pontos do programa, lembro por ordem arbirtrária a feira da ladra, a exposicao de arte lésbica, as muitas workshops, as noites de discoteca, e os concertos.
Todas as noites houve vários tipos de programa, desde noites de discoteca até tertúlias em cafés ou concertos por artistas lésbicos. Houve inclusivamente uma noite Open Mic para novos talentos com desejo e coragem de mostrar o seu trabalho. Algo que achei importante foi a visibilidade dada a artesãs ou lojas lésbicas (ex. a Tikala, loja de música online). Gostava também de realcar as workshops pois na minha opinião acabam por ser o prato forte de tal encontro, em que se pode aprender e discutir muito acerca de um tema, geralmente apresentado e moderado por uma especialista.
Algums temas das workshops, selecionados ao acaso (eram muitos!) incluiram: "Tu ressonas!", "Chi-Gong", "Berimbau, modo de emprego", " A farmácia caseira", "Massagem de costas e pescoço", "Anarcofeminismo", "Crítica á situação social de migrantes em Espanha", "Jovens lésbicas", "Partilha entre gerações", "Mulheres e Lésbicas na India", "Controlar o caos interno", " Bolsa de contactos", "Como preparar uma manifestação","Projecto lésbica e terceira idade: uma alternativa aos lares (SAFIA)", " Como alimentar se de ervas daninhas (survival)", "Artes circences", " Didgeridoo", "Divindades femininas", " Teatro de improvisacao, como começar", "Tango", "Parceiras de lésbicas com deficiência", "Que fazer com o poder", "Lésbicas e budismo", "A bíblia traduzida em linguagem feminista"
Acabei por fazer, por nenhuma razão especial: "Círculo de tambores", "Comunicação sem violência" e "Apresentação de brinquedos sexuais". Fiz por razões muito especiais a workshop "A minha amada beija outra mulher e eu fico contente com isso" uma vez que ajudei a preparar a workshop e por o tema me dizer imenso respeito e "Como escrever uma procuracao para TODAS as eventualidades" pelas possibildades que oferece. Pela sua pertinência, gostaria de escrever, noutra oportunidade, um resumo desta ultima, pois é um tema cujo conhecimento permite, além de compensar a actual ausência da extensão da lei do casamento ás pessoas do mesmo sexo, ir mais além e prever mais possibilidades. Para isso gostava que, se alguém se debruçou sobre este tema no contexto da lei portuguesa, que entrasse em contacto comigo.
O encontro acabou com um plenário que contou com a crítica (feita ao vivo e sem censura) da organisação, mas que se saldou positivamente (sem surpresas) e se transformou em louvor quase unânime da organisação. No fim passou-se o testemunho á próxima organisação (Dresden 2008).
Voltei para casa cansadíssima (dormi no tal ginásio, com as mencionadas lésbicas que ressonam abundantemente incluidas no programa), mas com a sensação não só de ter aprendido muita coisa acerca de alguns temas, mas também confortada por ter visto e convivido com tantas mulheres com experiências semelhantes á minha, mas no entanto tão diversas. Este último efeito talvez acabe por ser o mais importante. Encerro este texto fazendo votos para que mais mulheres queer portuguesas um dia tambem queiram e possam se organisar assim, e que queiram partilhar activamente.
mais info (infelizmente em alemao):
http://www.lesbenfruehling.de/marburg2007/html/faq.html
Achei que poderia ser de interesse para a nossa comunidade escrever um pequeno resumo e partilhar convosco o que vi num encontro que reuniu algumas centenas se nao mais de um milhar de lésbicas. Este encontro é destinado á comunidade lésbica de língua alemã, embora nao seja fechado á participação de lésbicas de outras línguas. Nesse caso, tradução simultânea é proporcionada. Mulheres bisexuais e lésbicas transgénero sao explicitamente benvindas a participar neste encontro.
O LFT tem como conceito base ser um ponto de encontro e partilha entre lésbicas. É uma plataforma para mostrar, comunicar, perguntar, responder, contar, ver, ouvir, sentir, trocar experiências. Sendo assim, é um encontro tanto mais rico quanto a diversidade de quem o visita. Por isso é um evento carregado de consciência e solidariedade sociais: não faz sentido que alguém deixe de vir devido a limitações físicas, cognitivas (por ex. lésbicas portadoras de deficiência) ou financeiras.
A organisação prestou especial atençao para que nao só o campus do evento mas também todos os hoteis, acessos e transportes etc. nao oferecessem dificuldades a lésbicas com mobilidade reduzida. Especialmente as utilisadoras de cadeiras de rodas puderam contar com a ajuda de assistentes (voluntárias). Tradutoras em língua gestual alema para surdas (DGS) estiveram presentes em todas apresentações e workshops. Os programas foram imprimidos em paralelo em versões em Braille e em letras grandes.
Igualmente de acordo com a filosofia de facilitar o acesso a todas, o preco de entrada a pagar por cada lésbica foi calculado (voluntariamente, pela própria, contando com uma eventual honestidade natural de todas as lésbicas) em função do seu ordenado líquido, variando entre 10 e 130Eu. Independentemente do escalão pago, toda a lésbica visitante do LFT teve de fazer duas horas de trabalho comunitário, a escolher e a discutir com a organisação.
A organisação teve a atenção especial de organisar varios tipos de possibilidades de dormida, entre as quais um leque de pensões e hoteis, e também a possibilidade de pernoitar num ginásio ou em quartos privados oferecidos gentilmente por privadas ("bolsa de camas"). Muitas acabaram por escolher o ginásio por não quererem dispensar a experiência de grupo, com todo o empowerment que vem associado. Toda a comida vendida no recinto era de origem "comércio justo", e haviam sempre alternativas vegetarianas ou vegan.
Um encontro destes geralmente nao deixa passar a oportunidade fantastica, proporcionada pela presenca de tantas lésbicas politicamente interessadas, de organisar uma manifestacao. A manifestacao decorreu sob o tema „uma sociedade mais justa“ incluindo pessoas com deficiencia em todos os sectores desde o primeiro minuto e nao só quando ha tempo sobejante ou dinheiro, e por uma vivencia mais socialmente responsavel, quer em geral quer para as mulheres e lesbicas em particiular. Tendo em conta que Marburg tem 70.000 habitantes, e que a manifestaco cerca de 1000 pessoas, imaginem o impacto e a confrontacao.
Entre os varios pontos do programa, lembro por ordem arbirtrária a feira da ladra, a exposicao de arte lésbica, as muitas workshops, as noites de discoteca, e os concertos.
Todas as noites houve vários tipos de programa, desde noites de discoteca até tertúlias em cafés ou concertos por artistas lésbicos. Houve inclusivamente uma noite Open Mic para novos talentos com desejo e coragem de mostrar o seu trabalho. Algo que achei importante foi a visibilidade dada a artesãs ou lojas lésbicas (ex. a Tikala, loja de música online). Gostava também de realcar as workshops pois na minha opinião acabam por ser o prato forte de tal encontro, em que se pode aprender e discutir muito acerca de um tema, geralmente apresentado e moderado por uma especialista.
Algums temas das workshops, selecionados ao acaso (eram muitos!) incluiram: "Tu ressonas!", "Chi-Gong", "Berimbau, modo de emprego", " A farmácia caseira", "Massagem de costas e pescoço", "Anarcofeminismo", "Crítica á situação social de migrantes em Espanha", "Jovens lésbicas", "Partilha entre gerações", "Mulheres e Lésbicas na India", "Controlar o caos interno", " Bolsa de contactos", "Como preparar uma manifestação","Projecto lésbica e terceira idade: uma alternativa aos lares (SAFIA)", " Como alimentar se de ervas daninhas (survival)", "Artes circences", " Didgeridoo", "Divindades femininas", " Teatro de improvisacao, como começar", "Tango", "Parceiras de lésbicas com deficiência", "Que fazer com o poder", "Lésbicas e budismo", "A bíblia traduzida em linguagem feminista"
Acabei por fazer, por nenhuma razão especial: "Círculo de tambores", "Comunicação sem violência" e "Apresentação de brinquedos sexuais". Fiz por razões muito especiais a workshop "A minha amada beija outra mulher e eu fico contente com isso" uma vez que ajudei a preparar a workshop e por o tema me dizer imenso respeito e "Como escrever uma procuracao para TODAS as eventualidades" pelas possibildades que oferece. Pela sua pertinência, gostaria de escrever, noutra oportunidade, um resumo desta ultima, pois é um tema cujo conhecimento permite, além de compensar a actual ausência da extensão da lei do casamento ás pessoas do mesmo sexo, ir mais além e prever mais possibilidades. Para isso gostava que, se alguém se debruçou sobre este tema no contexto da lei portuguesa, que entrasse em contacto comigo.
O encontro acabou com um plenário que contou com a crítica (feita ao vivo e sem censura) da organisação, mas que se saldou positivamente (sem surpresas) e se transformou em louvor quase unânime da organisação. No fim passou-se o testemunho á próxima organisação (Dresden 2008).
Voltei para casa cansadíssima (dormi no tal ginásio, com as mencionadas lésbicas que ressonam abundantemente incluidas no programa), mas com a sensação não só de ter aprendido muita coisa acerca de alguns temas, mas também confortada por ter visto e convivido com tantas mulheres com experiências semelhantes á minha, mas no entanto tão diversas. Este último efeito talvez acabe por ser o mais importante. Encerro este texto fazendo votos para que mais mulheres queer portuguesas um dia tambem queiram e possam se organisar assim, e que queiram partilhar activamente.
mais info (infelizmente em alemao):
http://www.lesbenfruehling.de/marburg2007/html/faq.html
7.13.2007
Nao só poly, mas bom senso: a importancia de dormir 14 horas

Dormi 14 horas, de uma penada, com sonhos malucos que nao me lembro ao acordar.
Os meus problemas relacionais continuam lá, continuam agudos, mas sinto uma lucidez e uma calma que nao sentia há várias semanas.
Queremos ser alma, ter comportamentos ideias, queremos ser vontade e lucidez, mas tambem somos corpo e este condiciona-nos. Coisas tao básicas como dormir e comer bem sao determinantes para os nossos estados de alma. A alma está tao agarrada ao corpo que nem faz sentido falar dela como uma entidade separada. digo eu, empiricamente.
As relacoes sao condicionadas por isto e aquilo, tal como o nosso amor heroico, a nossa vontade, a nossa tusa, o nosso idealismo. mas tambem coisas tao comesinhas como as tais 14 horas de sono ou nao ter bebido mais aquela cerveja que fez as coisas descambar..
Mais irritante que isso é só mesmo a dependencia da sorte.
Há quem diga que a sorte faz um campeao (ver portugal inglaterra em 2004).
e é mesmo. ha acontecimentos que precisam que saiamos dos nossos habitos normais, desencontros ou encontros, a palavra que foi usada em vez da outra e que na nossa cabeca tem o mesmo significado mas que para quem nos ouve muda completamente a disposicao de nos ouvir e de nos quererem, o hoje estar a chover ou nao que provocou uma data de decisoes indirectas.
É tudo parte desta aventura, mas ás vezes dispensava estar tao dependente de incndicionantes. Estou cansada e queria que as coisas voltassem a correr bem, como dantes. Era tudo tao facil.
Os meus problemas relacionais continuam lá, continuam agudos, mas sinto uma lucidez e uma calma que nao sentia há várias semanas.
Queremos ser alma, ter comportamentos ideias, queremos ser vontade e lucidez, mas tambem somos corpo e este condiciona-nos. Coisas tao básicas como dormir e comer bem sao determinantes para os nossos estados de alma. A alma está tao agarrada ao corpo que nem faz sentido falar dela como uma entidade separada. digo eu, empiricamente.
As relacoes sao condicionadas por isto e aquilo, tal como o nosso amor heroico, a nossa vontade, a nossa tusa, o nosso idealismo. mas tambem coisas tao comesinhas como as tais 14 horas de sono ou nao ter bebido mais aquela cerveja que fez as coisas descambar..
Mais irritante que isso é só mesmo a dependencia da sorte.
Há quem diga que a sorte faz um campeao (ver portugal inglaterra em 2004).
e é mesmo. ha acontecimentos que precisam que saiamos dos nossos habitos normais, desencontros ou encontros, a palavra que foi usada em vez da outra e que na nossa cabeca tem o mesmo significado mas que para quem nos ouve muda completamente a disposicao de nos ouvir e de nos quererem, o hoje estar a chover ou nao que provocou uma data de decisoes indirectas.
É tudo parte desta aventura, mas ás vezes dispensava estar tao dependente de incndicionantes. Estou cansada e queria que as coisas voltassem a correr bem, como dantes. Era tudo tao facil.
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7.04.2007
Antidote: Perfil poli-activista completo
(embora diga "completo" no título, este post está permanentemente em construção!)
Antidote, não é apenas o pseudónimo usado para escrever neste blog. As actividades poliactivistas, (Actividades de informação e divulgação do poliamor como modo de vida válido e merecedor de respeito), com ou sem o poly_portugal, têem sido levadas a cabo com o mesmo pseudónimo. O pseudónimo não é usado para encobrir alguém que escreve ou faz o que lhe apetece sem querer assumir responsabilidades mas sim proteger uma vida profissional. A maior parte das pessoas que se movem no activismo/jornalismo/etc conhecem Antidote pelo seu nome e sabem que a podem chamar à pedra se necessário.
(em inglês e exaustivo: http://www.diepolytanten.de.tc/impressum/profiles.htm)
Por áreas de actividade:
* Internet:
- Publicação regular deste blog, o Our Laundry List (informativo, divulgação e contra-corrente)
- Criação e manutenção da página "Die Schlampige PolyTanten" a primeira página em língua alemã dedicada ao poliamor para "damas de todos os géneros" (mulheres e pessoas de identidade transgénero).
- Moderação da mailing-list com o mesmo nome e mesmo público alvo.
- Moderação da lista poly_portugal (grupo electrónico de discussão, auto-suporte e intervenção sobre poliamor).
- Participa no blog polyportugal.
* Workshops, apresentações:
- Apresentação, com outras (J. e I.) do workshop "Uma, Muitas, Nenhuma" na Ladyfest, Viena 2007 (resumo, programa).
- Apresentação e discussão sobre poliamor ("O que é poliamor e como o vivemos") a um grupo organizado de jovens lésbicas, "Ragazza" (também com J. e I.).
- Workshop "Poly, why and how to network", com Steffi, na Conferência Schmacht de Páscoa, em Hamburgo, 2008.
- "Conversas sobre Poliamor", 5 de Junho de 2008, co-organização poly_portugal e Panteras Rosa, com Sérgio (resumo).
- "Poly, Poly support-groups and poly-activism" apresentada conjuntamente com R. ("nuvens no céu azul", deste blog), no "1st Munich's "Poly Begegnungtag", 8 de Fevereiro de 2009 (resumo em breve).Antidote, não é apenas o pseudónimo usado para escrever neste blog. As actividades poliactivistas, (Actividades de informação e divulgação do poliamor como modo de vida válido e merecedor de respeito), com ou sem o poly_portugal, têem sido levadas a cabo com o mesmo pseudónimo. O pseudónimo não é usado para encobrir alguém que escreve ou faz o que lhe apetece sem querer assumir responsabilidades mas sim proteger uma vida profissional. A maior parte das pessoas que se movem no activismo/jornalismo/etc conhecem Antidote pelo seu nome e sabem que a podem chamar à pedra se necessário.
(em inglês e exaustivo: http://www.diepolytanten.de.tc/impressum/profiles.htm)
Por áreas de actividade:
* Internet:
- Publicação regular deste blog, o Our Laundry List (informativo, divulgação e contra-corrente)
- Criação e manutenção da página "Die Schlampige PolyTanten" a primeira página em língua alemã dedicada ao poliamor para "damas de todos os géneros" (mulheres e pessoas de identidade transgénero).
- Moderação da mailing-list com o mesmo nome e mesmo público alvo.
- Moderação da lista poly_portugal (grupo electrónico de discussão, auto-suporte e intervenção sobre poliamor).
- Participa no blog polyportugal.
* Workshops, apresentações:
- Apresentação, com outras (J. e I.) do workshop "Uma, Muitas, Nenhuma" na Ladyfest, Viena 2007 (resumo, programa).
- Apresentação e discussão sobre poliamor ("O que é poliamor e como o vivemos") a um grupo organizado de jovens lésbicas, "Ragazza" (também com J. e I.).
- Workshop "Poly, why and how to network", com Steffi, na Conferência Schmacht de Páscoa, em Hamburgo, 2008.
- "Conversas sobre Poliamor", 5 de Junho de 2008, co-organização poly_portugal e Panteras Rosa, com Sérgio (resumo).
* Marchas LGBT
- Participação, individual, e como poly_portugal, na organização e fundação da 1a Marcha do Orgulho LGBT Porto 2006.
- Participação do poly_portugal na marcha Orgulho LGBT 2007 como associação (ver "colectivos" em http://marcha.orgulhoporto.org/).
* Panfletos
- Elaboração, com Lara, do panfleto "Poliamor no Dia da Mulher"
* Artigos publicados:
- Vários artigos sobre poliamor na Zona Livre, publicação mensal do Clube Safo. (alguns).
- Vários artigos publicados na Krake, "revista de apoio à mulher poliamorosa" (Alguns).
- Bichana, zine das Panteras Rosa (Alguns).
* Mesas/encontros de discussão/informação poliamor:
- Comecei as mesas mensais de discussão e auto suporte sobre poliamor no Porto em 2006 (paradas entretanto)
- Comecei alguns encontros em Lisboa não regulares (exemplo)
(os encontros regulares são felizmente entretanto continuados e organizados exemplarmente por outra pessoa, ver http://www.poliamor.pt.to para mais informação)
- Banca de informação, perguntas e respostas sobre poliamor na festa Porto Pride em 2006 e 2007.
- Moderadora e organizadora do encontro mensal ("stammtisch") QueerPolyMuc, mesa regular sobre poliamor para mulheres e transgénero.
* Campo de Verão
Co-organisou em 2008, co-organisa correntemente em 2009, as Férias em Vale Galdérias ("Ferien in Schlampenau"). Workshops, convívio, networking, utopias. Mais informaçoes, ver die PolyTanten em "events".
* Contactos com a Imprensa:
Entrevistas á imprensa (Sol, Grazia, Máxima e Jornal de Notícias), sob pseudónimo: http://poliamorpt.com.sapo.pt/press.html
* Divulgação da lista poly_portugal:
- flyer antigo
- flyer novo
Escrevam: antidote [arroba] imensis [ponto] net
(under construction)
7.03.2007
banca de informacao poliamor @ Pride Porto
Ainda nao tive tempo de escrever alguma coisa de jeito, mas fica aqui a informacao mais importante.
Á semelhanca do ano passado, vou ter uma banquinha de informacao sobre poliamor e nao monogamia responsável (com possibilidade de "degenerar" em workshop caso haja massa critica) na festa porto pride, no sábado 7 de Julho, no teatro Sá da Bandeira, pela noite dentro (escrevam me um mail privado se houver interesse numa workshop ou sobre temas especificos para eu poder preparar atempadamente)
Passem a informacao a quem se interessar, e já agora gostava de saber alguem realmente interssado no tema vai estar por lá?
Obrigada por divulgarem!
Á semelhanca do ano passado, vou ter uma banquinha de informacao sobre poliamor e nao monogamia responsável (com possibilidade de "degenerar" em workshop caso haja massa critica) na festa porto pride, no sábado 7 de Julho, no teatro Sá da Bandeira, pela noite dentro (escrevam me um mail privado se houver interesse numa workshop ou sobre temas especificos para eu poder preparar atempadamente)
Passem a informacao a quem se interessar, e já agora gostava de saber alguem realmente interssado no tema vai estar por lá?
Obrigada por divulgarem!
6.27.2007
Batatas em cadeia

Vou pegar um bocado a contragosto na batata da Siona, que já foi a batata da Marlene, e ver o que se faz com isto. Mas nunca resisti a um desafio em que uma pessoa se tem de expor um pouco. No risk no sun.
(Siona: podes talvez linkar para quem já tiver publicado batatas no teu post original? e pedir a outros para linkar? assim ficaria um autentico colar de batatas facil de seguir)
As batatas sao falar sobre os cinco livros que mais me marcaram.
Vou fazer batota com o numero de livros mas nao vou fazer batota com o kern do topico, que é "os livros que mais me marcaram". ou seja, nao vou meter os livros que eu acho fixes agora ou riscar os livros que entretanto acho que passaram á historia por esta ou aquela razao. Fair play como sempre, quem me conhece pessoalmente sabe que sou uma granda chata sem flexibilidade nem sentido de humor.
Sao quase todos livros que já li mais de cinco vezes e a que regresso sempre para inspiracao ou novas descobertas. Sao assim os bons livros.
Por nenhuma ordem especial:
Contacto (Carl Sagan): combina como um dois em um todo o encanto pela Ciência que despertou em mim ao ler também o Contacto, mas acrescentou em mim uma enorme vontade de explorar a vida como um brinquedo que eu nao sabia até entao como usar. É um grande livro, sobre comunicacao e descoberta de si propria, sem merdas, take it as it is. Gosto do carinho com que o Carl Sagan falou de Ciência e dos seres humanos. Desculpabilisou a minha nerdness, o ir tirar um curso cientifico, o meu escapismo, as minhas brocas e a minha exploracao da sexualidade. Lido aos 17 anos.
O inevitável Estranho numa terra estranha (Robert Heinlein). Despertou em mim o gosto pelas utopias (im)possíveis, pelo poliamor, e por um exercicio intransigente de individualismo e liberdade todos os dias e nao só quando se tem um contracto de trabalho e a renda paga. Hoje em dia acho o discurso do livro impossivelmente xenófobo, homofóbico, chauvinista e machista. Mas teve o seu papel no meu desenvolvimento e nao o vou varrer para debaixo do tapete for the sake of political correctness. Lido aos 16 anos.
Nao consigo decidir entre as Memorias de Adriano ou a Obra ou Negro da Margueritte Yourcenar. Ambos grandes livros que quase nem me atrevo a falar deles. Talvez histórias acerca de como ser um ser humano completo, ou como alguem consegue FALAR de se ser simplesmente humano, completo ou nao. Poderia acrescentar aventuras individualistas ou colectivas, mas sempre á procura dum destino mais livre e mais digno como Aquilino Ribeiro Quando os Lobos Uivam ou a Casa Grande de Romarigaes (afastei me um pouco do Aquilino quando comecei a levar a mal a ausência de personagens femininos com contornos distintos, ou mesmo a persistência de um certo machismo que transcende a descricao das personagens) ou a Condicao Humana do André Malraux.
Mas cingido-me ao critério "livros que marcaram", seriam entao as Memorias de Adriano (lido aos 19 anos) e a Casa Grande de Romarigaes (alem de me ter marcado o individulalismo e a descricao de todo o ser humano feito de vontade, comecou aí a minha descoberta da literatura portuguesa, tambem com 19 anitos).
Para a paixao e as emocoes, vou continuar a fazer a tal batota comecada no paragrafo anterior. Sao os livros da expressao dos sentimentos para os quais precisava de um nome ou de uma descricao mais heroica do que o meu talento mínimo lhes podia atribuir. Sao eles Wuthering Heights (Bronte) (emocoes descontroladas e excessivas, que transcendem qualquer controlo que pensemos ter sobre os nossos actos, uma vida em que as emocoes se podem controlar é uma vida pobre), Paixao da Jeannete Winterson (a vida como aventura em que os papeis da sorte e da paixao sao soberanos, sexualidades fluidas, nada problemáticas) e a Antologia de Poesia Erótica e Satirica que a Natália Correia se deu ao trabalho de compilar numa época em que isso só podia dar chatices.
Devia agora referir obras bué incontornaveis que me tivessem sustentado na minha descoberta e escolha por uma vida solidaria, criativa, Do It Yourself nao invasiva e sobretudo libertária. Devia agora comecar a debitar nomes tipo Chomsky, as feministas todas, a Dossie "Ethical Slut" Easton, Derriga, etc. Mas nao o vou fazer, se voces têm esse interesse, esses livros, panfletos, textos, andam por aí. Acho inclusivamente que os melhores textos sobre um mundo solidario e livre de gente a dizer como a utopia deles é mehor que an nossa encontrei-os em sources como panfletos de concertos de musica alternativa, capas de disco, prefácios de livros de receitas vegetarianas, fliers de festas de lésbicas radicais, you name it. Os livros que falam destes temas geralmente pecam infelismente por uma enorme vontade de impor a sua visao ao resto do mundo e de sindrome "a minha pila é maior que a da vizinha".
A serio: doing things is overated. O mundo nao precisa de novas utopias, desde que cada um viva a sua sem se meter com os outros. Ha espaco para todos.
(Siona: podes talvez linkar para quem já tiver publicado batatas no teu post original? e pedir a outros para linkar? assim ficaria um autentico colar de batatas facil de seguir)
As batatas sao falar sobre os cinco livros que mais me marcaram.
Vou fazer batota com o numero de livros mas nao vou fazer batota com o kern do topico, que é "os livros que mais me marcaram". ou seja, nao vou meter os livros que eu acho fixes agora ou riscar os livros que entretanto acho que passaram á historia por esta ou aquela razao. Fair play como sempre, quem me conhece pessoalmente sabe que sou uma granda chata sem flexibilidade nem sentido de humor.
Sao quase todos livros que já li mais de cinco vezes e a que regresso sempre para inspiracao ou novas descobertas. Sao assim os bons livros.
Por nenhuma ordem especial:
Contacto (Carl Sagan): combina como um dois em um todo o encanto pela Ciência que despertou em mim ao ler também o Contacto, mas acrescentou em mim uma enorme vontade de explorar a vida como um brinquedo que eu nao sabia até entao como usar. É um grande livro, sobre comunicacao e descoberta de si propria, sem merdas, take it as it is. Gosto do carinho com que o Carl Sagan falou de Ciência e dos seres humanos. Desculpabilisou a minha nerdness, o ir tirar um curso cientifico, o meu escapismo, as minhas brocas e a minha exploracao da sexualidade. Lido aos 17 anos.
O inevitável Estranho numa terra estranha (Robert Heinlein). Despertou em mim o gosto pelas utopias (im)possíveis, pelo poliamor, e por um exercicio intransigente de individualismo e liberdade todos os dias e nao só quando se tem um contracto de trabalho e a renda paga. Hoje em dia acho o discurso do livro impossivelmente xenófobo, homofóbico, chauvinista e machista. Mas teve o seu papel no meu desenvolvimento e nao o vou varrer para debaixo do tapete for the sake of political correctness. Lido aos 16 anos.
Nao consigo decidir entre as Memorias de Adriano ou a Obra ou Negro da Margueritte Yourcenar. Ambos grandes livros que quase nem me atrevo a falar deles. Talvez histórias acerca de como ser um ser humano completo, ou como alguem consegue FALAR de se ser simplesmente humano, completo ou nao. Poderia acrescentar aventuras individualistas ou colectivas, mas sempre á procura dum destino mais livre e mais digno como Aquilino Ribeiro Quando os Lobos Uivam ou a Casa Grande de Romarigaes (afastei me um pouco do Aquilino quando comecei a levar a mal a ausência de personagens femininos com contornos distintos, ou mesmo a persistência de um certo machismo que transcende a descricao das personagens) ou a Condicao Humana do André Malraux.
Mas cingido-me ao critério "livros que marcaram", seriam entao as Memorias de Adriano (lido aos 19 anos) e a Casa Grande de Romarigaes (alem de me ter marcado o individulalismo e a descricao de todo o ser humano feito de vontade, comecou aí a minha descoberta da literatura portuguesa, tambem com 19 anitos).
Para a paixao e as emocoes, vou continuar a fazer a tal batota comecada no paragrafo anterior. Sao os livros da expressao dos sentimentos para os quais precisava de um nome ou de uma descricao mais heroica do que o meu talento mínimo lhes podia atribuir. Sao eles Wuthering Heights (Bronte) (emocoes descontroladas e excessivas, que transcendem qualquer controlo que pensemos ter sobre os nossos actos, uma vida em que as emocoes se podem controlar é uma vida pobre), Paixao da Jeannete Winterson (a vida como aventura em que os papeis da sorte e da paixao sao soberanos, sexualidades fluidas, nada problemáticas) e a Antologia de Poesia Erótica e Satirica que a Natália Correia se deu ao trabalho de compilar numa época em que isso só podia dar chatices.
Devia agora referir obras bué incontornaveis que me tivessem sustentado na minha descoberta e escolha por uma vida solidaria, criativa, Do It Yourself nao invasiva e sobretudo libertária. Devia agora comecar a debitar nomes tipo Chomsky, as feministas todas, a Dossie "Ethical Slut" Easton, Derriga, etc. Mas nao o vou fazer, se voces têm esse interesse, esses livros, panfletos, textos, andam por aí. Acho inclusivamente que os melhores textos sobre um mundo solidario e livre de gente a dizer como a utopia deles é mehor que an nossa encontrei-os em sources como panfletos de concertos de musica alternativa, capas de disco, prefácios de livros de receitas vegetarianas, fliers de festas de lésbicas radicais, you name it. Os livros que falam destes temas geralmente pecam infelismente por uma enorme vontade de impor a sua visao ao resto do mundo e de sindrome "a minha pila é maior que a da vizinha".
A serio: doing things is overated. O mundo nao precisa de novas utopias, desde que cada um viva a sua sem se meter com os outros. Ha espaco para todos.
Posso talvez referir a coleccao de textos (nao só sobre sexo, mas mais uma vez advinharam: liberdades) do Gore Vidal em "Sexualmente Falando", ou a banda desenhada "Hot Head Paisan" para empowerment de DIY ou para aqueles dias em que precisas que alguem te diga "Dont take ANY shit from no one"". Ah. os albuns do Corto Maltese (Hugo Pratt), o seu feroz individualismo quase criminoso e defesa da (sua) liberdade mas que se conforma ao que o Destino apresenta quando já nao ha mais nada a fazer.
Houve muitos mais livros que li entretanto mas que reforcaram aquilo em que pensava ou deram me argumentos para continuar a lutar por aquilo que pensava. Mas nao foram livros que me marcaram.
Chega como dose de batatas com bué maionaise?
Gostava de ver as batatas daqui: damnqueer, nuvens, low altitude, bruno, sergio, e outros que irei acrescentando...
Estou á espera....
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Houve muitos mais livros que li entretanto mas que reforcaram aquilo em que pensava ou deram me argumentos para continuar a lutar por aquilo que pensava. Mas nao foram livros que me marcaram.
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Gostava de ver as batatas daqui: damnqueer, nuvens, low altitude, bruno, sergio, e outros que irei acrescentando...
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