Irá decorrer um encontro e mesa de discussão poli a partir das 20.30h, dia 13 Setembro, no Café Lusitano na Rua José Falcão, Porto (ver mapa).
À imagem das mesas anteriormente organizadas, esta visa proporcionar um espaço confortável, não intimidante e respeitador das individualidades de cada um, onde se possa conversar sobre diversos assuntos dentro da temática e prática poli com pessoas com problemas semelhantes enquanto se bebe um copo relaxadamente.
Como referência, haverá alguns panfletos poli pousados em cima da mesa.
Acrescento que, para já, este será um evento único. Mediante o retorno, estudar-se-à o caso de retomar os encontros regulares.
Mais informação, na lista de distribuição PoliPortugal.
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9.13.2006
9.03.2006
Aline
(tip da A.L.)
Aline não é exactamente uma personagem de romance, mas é uma personagem de banda desenhada, o que vai dar ao mesmo. Ou melhor ainda, dependendo dos gostos.
Esta série, Aline, do autor Adão Iturrusgarai, é publicada pela Devir.
Press release da Devir: http://www.devir.com.br/hqs/aline_era.php
Site Oficial de Iturrusgarai: http://www2.uol.com.br/adaoonline/novosite/aline/personagens/aline.htm
Aline tem dois namorados. Partilha apartamento, cama e mesa com ambos. Os pequenos percalços do quotidiano são nos mostrado com ligeireza mas não sem ironia, e para aqueles que vivem uma relação não monogâmica (não necessariamente no modelo de Aline), está sempre presente a cada página o sentimento de que o autor acerta mesmo na "mouche"... Aline é incrivelmente normal. Nao é uma heroína corajosa que enfrenta aventuras estranhas em que os seus dotes disto ou de aquilo se tenham de evidenciar. é uma mulher jovem igual a tantas outras. Com confiança q.b., com insegurança humana, com um quotidiano normalíssimo que partilha não com um mas com dois namorados. Nao filosofa sobre o seu modo de vida nem questiona o seu desejo em termos morais. Nada nos indica que seja uma pessoa amoral ou o contrario. É simplesmente irrelevante para a historia ser interessante ou para a personagem ser consistente. Quero conhecer mais gente assim, principalmente mulheres, gente que viva bem com o seu desejo e sem problemas morais herdados de outrem.
Uma boa colecção de links sobre Aline (entrevistas ao Autor, criticas..):
8.28.2006
pt.wikipedia: poliamor
A silly season continua com pertinácia sobre nós. Eu, com finalmente tempo nas mãos, resolvi continuar o artigo sobre poliamor na wikipedia em português. Surpresa minha, vi que o artigo tem sido continuamente actualizado e acrescentado. Vale a pena ler, e vale a pena continuar a trabalhar nele.
Enjoy. http://pt.wikipedia.org/wiki/Poliamor
Adicionalmente, fiquei a saber, grassas a esse artigo, que existe um projecto de filme, em português, sobre o tema. Fiquemos atentos. E quem souber mais coisas que me conte, que estou em brasas de curiosidade!
http://www.poliamore.com
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8.11.2006
Indymedia: Contracultura, Desafio á Monogamia

Transcrição do artigo que escrevi no IndyMedia (sim, sem acentos)!
http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=93624&cidade=1
Desafiando o "status quo": monogamia?
.Monogamia e Propriedade.
É uma dos ultimas questões sociais dos recentes anos. o tema da monogamia e o seu papel regulador da sociedade que temos tem sido pouco estudado até há relativamente pouco tempo. Uma consulta ás leis de transmissão e gestão da propriedade tropeça a cada paragrafo na definição de casal e conceitos anexos. Outra consulta interessante é acompanhar a interferência cada vez maior do estado na vida privada dos cidadãos, e apreciar como isso depende fortemente do conceito de família baseada no casal. As famílias dos nossos bisavós, com as suas redes de afectos estendidas assim como a sua transmissão de influencia e propriedade em redes complexas, com por ex crianças educadas por várias pessoas que não os progenitores, talvez experimentasse dificuldades nos dias de hoje.
.Monogamia e Moral
Levando a questão um pouco mais além, para o campo da moral e da ética, assistimos nos últimos anos à emancipação lenta da mulher no quadro legal, ao reconhecimento lento e embrionário mas sem duvida presente das minorias, ao desabrochar do conceito de democracia não como uma ditadura da maioria, mas como uma sociedade em que todos, indepentemente da sua individualidade, têm privilégios iguais perante a lei. Curiosamente, o conceito de família como casal monogâmico, que foi consagrado nas primeiras leis a regular a vida privada em plena revolução industrial manteve-se intocado. Vale a pena referir que o casamento tornou se um sacramento apenas na alta idade media, que os primeiros cristãos praticavam quer o casamento de grupo quer o amor livre, e que muitos autores atribuem a regulação da vida privada por parte do estado como uma reacção num estado laico à perda de poder das Igrejas. Poucos movimentos revolucionários o contestaram. Algumas feministas mais radicais em diversas fases da historia contestaram a monogamia como uma consequência imediata do patriarcado. A contra cultura das comunas fez muita experimentação acerca disso mas experimentou sempre grande repressão politica.
.A opção pessoal
- Vivemos mesmo monogamicamente? é sincero? é consistente?
Olhem à vossa volta. Quantos casais que juraram monogamia conhecem que não a negam na prática, ou que pelo menos só não o fazem por medo de ser apanhados (A palavra é covardia)? Acham que isso é viver de modo consistente em monogamia? Recentemente várias comunidades têm publicado as suas experiências em viver de modo não monogâmico responsável, quer seja em regimes de relações abertas, de relações múltiplas ou qualquer combinação que implique não enganar outras pessoas e a si próprio com o ideal da monogamia. Monogamia é para quem quer e quem pode. Há muitos de nós que não querem nem podem.
Mais recursos (em Portugal) sobre discussão e suporte à não monogamia responsável:
http://laundrylst.blogspot.com
.
http://www.poliamor.pt.to/
internacional:
http://www.polyamory.org/
http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=93624&cidade=1
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http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=93624&cidade=1
Desafiando o "status quo": monogamia?
.Monogamia e Propriedade.
É uma dos ultimas questões sociais dos recentes anos. o tema da monogamia e o seu papel regulador da sociedade que temos tem sido pouco estudado até há relativamente pouco tempo. Uma consulta ás leis de transmissão e gestão da propriedade tropeça a cada paragrafo na definição de casal e conceitos anexos. Outra consulta interessante é acompanhar a interferência cada vez maior do estado na vida privada dos cidadãos, e apreciar como isso depende fortemente do conceito de família baseada no casal. As famílias dos nossos bisavós, com as suas redes de afectos estendidas assim como a sua transmissão de influencia e propriedade em redes complexas, com por ex crianças educadas por várias pessoas que não os progenitores, talvez experimentasse dificuldades nos dias de hoje.
.Monogamia e Moral
Levando a questão um pouco mais além, para o campo da moral e da ética, assistimos nos últimos anos à emancipação lenta da mulher no quadro legal, ao reconhecimento lento e embrionário mas sem duvida presente das minorias, ao desabrochar do conceito de democracia não como uma ditadura da maioria, mas como uma sociedade em que todos, indepentemente da sua individualidade, têm privilégios iguais perante a lei. Curiosamente, o conceito de família como casal monogâmico, que foi consagrado nas primeiras leis a regular a vida privada em plena revolução industrial manteve-se intocado. Vale a pena referir que o casamento tornou se um sacramento apenas na alta idade media, que os primeiros cristãos praticavam quer o casamento de grupo quer o amor livre, e que muitos autores atribuem a regulação da vida privada por parte do estado como uma reacção num estado laico à perda de poder das Igrejas. Poucos movimentos revolucionários o contestaram. Algumas feministas mais radicais em diversas fases da historia contestaram a monogamia como uma consequência imediata do patriarcado. A contra cultura das comunas fez muita experimentação acerca disso mas experimentou sempre grande repressão politica.
.A opção pessoal
- Vivemos mesmo monogamicamente? é sincero? é consistente?
Olhem à vossa volta. Quantos casais que juraram monogamia conhecem que não a negam na prática, ou que pelo menos só não o fazem por medo de ser apanhados (A palavra é covardia)? Acham que isso é viver de modo consistente em monogamia? Recentemente várias comunidades têm publicado as suas experiências em viver de modo não monogâmico responsável, quer seja em regimes de relações abertas, de relações múltiplas ou qualquer combinação que implique não enganar outras pessoas e a si próprio com o ideal da monogamia. Monogamia é para quem quer e quem pode. Há muitos de nós que não querem nem podem.
Mais recursos (em Portugal) sobre discussão e suporte à não monogamia responsável:
http://laundrylst.blogspot.com
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http://www.poliamor.pt.to/
internacional:
http://www.polyamory.org/
http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=93624&cidade=1
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8.08.2006
III days

Three Days
(Jane´s Addiction, taken from Ritual de lo Habitual)
Three days was the morning.
My focus three days old.
My head, it landed to the sounds of cricket bows...
I am proud man anyway...
Covered now by three days...
Three ways was the morning.
Three lovers, in three ways.
We knew when she landed, three days she'd stay.
I am a proud man anyway...
Covered now by three days...
We saw shadows of the morning light the shadows of the evening sun till the shadows and the light were one. Shadows of the morning light the shadows of the evening sun till the shadows and the light were one...
True hunting is over.
No herds to follow.
Without game, men prey on each other.
The family weakens by the bite we swallow...
True leaders gone, of land and people.
We choose no kin but adopted strangers.
The family weakens by the length we travel...
All of us with wings...
All of us with wings...
All of us with wings!
All of us with wings!
All of us with wings!
All of us with wings!
Erotic Jesus lays with his Marys.
Loves his Marys.
Bits of puzzle, hitting each other.
All now with wings!
"Oh my Marys! Never wonder... Night is shelter for nudity's shiver..."
All now with wings…
.
(Jane´s Addiction, taken from Ritual de lo Habitual)
Three days was the morning.
My focus three days old.
My head, it landed to the sounds of cricket bows...
I am proud man anyway...
Covered now by three days...
Three ways was the morning.
Three lovers, in three ways.
We knew when she landed, three days she'd stay.
I am a proud man anyway...
Covered now by three days...
We saw shadows of the morning light the shadows of the evening sun till the shadows and the light were one. Shadows of the morning light the shadows of the evening sun till the shadows and the light were one...
True hunting is over.
No herds to follow.
Without game, men prey on each other.
The family weakens by the bite we swallow...
True leaders gone, of land and people.
We choose no kin but adopted strangers.
The family weakens by the length we travel...
All of us with wings...
All of us with wings...
All of us with wings!
All of us with wings!
All of us with wings!
All of us with wings!
Erotic Jesus lays with his Marys.
Loves his Marys.
Bits of puzzle, hitting each other.
All now with wings!
"Oh my Marys! Never wonder... Night is shelter for nudity's shiver..."
All now with wings…
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7.27.2006
Artigo da NewScientist: the polyamourists

(tip do Vasco)
Na New Scientist de Julho (NS, 7/Jul/06, #2559 pp.44) saiu um artigo sobre o assunto que nos faz estar aqui todos caidínhos a ler (não é jardinagem). É um artigo de divulgação, ligeirinho, daqueles que podemos deixar à beira de uns amigos ao café, assim como quem não quer a coisa, para lhes sondar a opinião sem nos comprometermos.
Este artigo não fala do poliamor duma maneira extensiva ou detalhada, mas parte da vivência duma "família", e das suas regras como ponto de partida para explicar os princípios gerais do poliamor. nao aprofunda, é um artigo exploratório, penso eu, que sonda as reacções de quem o lê. Curiosamente, por ser um artigo um pouco mais ligeiro, certas ideias ganham realce quando noutro tipo de artigos têm tendência para se perder. Gostei de ver, escrito preto no branco, que as relações poli são simplesmente realistas (em oposição à tendência de as criticar como utópicas), pois retiram a pressão (que as relações monogâmicas necessariamente têm) que há em encontrar alguém que nos preencha em todos ou quase todos os aspectos, e que nas relações poliamorosas cada pessoa pode explorar (para não dizer descobrir) diferentes aspectos de si própria realçados ou catalisados por diferentes pessoas. A segunda ideia que acaba por ficar retida, é a de que a constelação em que esta "família" vive é apenas uma de muitas. Mostram nos o seu esquema de Langdon, mostram nos um pouco do seu código de conduta, Mas é realçado que é importantíssimo criar regras consensuais. Existem modelos, certo, para quem já leu sobre as experiências de outras "constelações". Mas cada um sabe o que é bom para si e qual o grau de segurança e de experimentação que está disposto a levar a cabo.
O link para a versão (incompleta) on-line:
http://www.newscientist.com/channel/sex/love/mg19125591.800-love-unlimited-the-polyamorists.html
Quem quiser ler este artigo na totalidade, pode, alem da versão para assinantes da NS, encontra-lo na zona de ficheiros do grupo PolyPortugal.
Obrigada por lerem.
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Na New Scientist de Julho (NS, 7/Jul/06, #2559 pp.44) saiu um artigo sobre o assunto que nos faz estar aqui todos caidínhos a ler (não é jardinagem). É um artigo de divulgação, ligeirinho, daqueles que podemos deixar à beira de uns amigos ao café, assim como quem não quer a coisa, para lhes sondar a opinião sem nos comprometermos.
Este artigo não fala do poliamor duma maneira extensiva ou detalhada, mas parte da vivência duma "família", e das suas regras como ponto de partida para explicar os princípios gerais do poliamor. nao aprofunda, é um artigo exploratório, penso eu, que sonda as reacções de quem o lê. Curiosamente, por ser um artigo um pouco mais ligeiro, certas ideias ganham realce quando noutro tipo de artigos têm tendência para se perder. Gostei de ver, escrito preto no branco, que as relações poli são simplesmente realistas (em oposição à tendência de as criticar como utópicas), pois retiram a pressão (que as relações monogâmicas necessariamente têm) que há em encontrar alguém que nos preencha em todos ou quase todos os aspectos, e que nas relações poliamorosas cada pessoa pode explorar (para não dizer descobrir) diferentes aspectos de si própria realçados ou catalisados por diferentes pessoas. A segunda ideia que acaba por ficar retida, é a de que a constelação em que esta "família" vive é apenas uma de muitas. Mostram nos o seu esquema de Langdon, mostram nos um pouco do seu código de conduta, Mas é realçado que é importantíssimo criar regras consensuais. Existem modelos, certo, para quem já leu sobre as experiências de outras "constelações". Mas cada um sabe o que é bom para si e qual o grau de segurança e de experimentação que está disposto a levar a cabo.
O link para a versão (incompleta) on-line:
http://www.newscientist.com/channel/sex/love/mg19125591.800-love-unlimited-the-polyamorists.html
Quem quiser ler este artigo na totalidade, pode, alem da versão para assinantes da NS, encontra-lo na zona de ficheiros do grupo PolyPortugal.
Obrigada por lerem.
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7.25.2006
Stereo Total: "Amour à 3"
Dizem que um movimento precisa de canções. Nós ainda não somos um movimento, mas somos já sem dúvida uma contra cultura.
Dos StereoTotal:
L'AMOUR À 3(F. Cactus/v. Finsterwalde)
moi ce que j'aime c'est faire l'amour
spécialement à 3
je sais c'est démodé
ça fait hippie complet
mais je le crie sur les toîts
j'aime l'amour à 3
moi ce que j'adore
c'est les petites caresses à 4 mains
si l'1 des 2 s'endort, l'autre s'occupe de moi
ouh! voilà l'amour à 3ouuuuuh ...
j'aime l'amour à 3 ...
moi ce que j'aime ...
c'est sexy, extatique
crazy, excentrique
animal, romantique
c'est communiste
ouuuuuh ...
j'aime l'amour à 3
...vive l'amour à 3!
em inglês, alemão e francês aqui. Divirtam se a cantar :-)
http://www.stereototal.de/music/lyrics_lz.html#liebe
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Dos StereoTotal:
L'AMOUR À 3(F. Cactus/v. Finsterwalde)
moi ce que j'aime c'est faire l'amour
spécialement à 3
je sais c'est démodé
ça fait hippie complet
mais je le crie sur les toîts
j'aime l'amour à 3
moi ce que j'adore
c'est les petites caresses à 4 mains
si l'1 des 2 s'endort, l'autre s'occupe de moi
ouh! voilà l'amour à 3ouuuuuh ...
j'aime l'amour à 3 ...
moi ce que j'aime ...
c'est sexy, extatique
crazy, excentrique
animal, romantique
c'est communiste
ouuuuuh ...
j'aime l'amour à 3
...vive l'amour à 3!
em inglês, alemão e francês aqui. Divirtam se a cantar :-)
http://www.stereototal.de/music/lyrics_lz.html#liebe
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