2.21.2006

Call for papers!

Para quem estiver interessad@ em escrever:


Journal of Sexualities, Gender + Justice
call for papers

The journal of sexualities, gender + justice is an independently peer-reviewed journal which aims to promote discussion of, and provide a forum for the analysis of, relations between and within sexualities, genders and law from critical and interdisciplinary perspectives.

The theme for the inaugural issue is
JUST LOVE - a topic which seems out of place in an academic and political environment that is preoccupied with international security, economic rationalism and new pandemics. And yet a critical glance reveals that these "objective" and "rational" topics are couched in highly emotive language and often draw heavily upon generalisations about gender and sexuality.

The journal of sexualities, gender + justice invites submissions on the topic of just love, and encourages analyses across plural and different sexualities and genders, including but not limited to heterosexual, queer, intersex, transgender, masculinities and femininities and analyses that address the appearance of law in different sites, such as word and image, popular culture, cinema, policy, daily life, judgments and legislation.


In particular, submissions could address one or more of the following:
. the end/s of sexuality
. pain, pleasure and polyamory
. sex, death and terror
. protocols of engagement
. the sexual imagination of law.

Any style of submission up to 8000 words is welcome, including scholarly articles, poetry, prose, scripts and visuals. (Photographs and drawings will be published on-line). Submissions from any relevant discipline, including law, history, sociology, politics and psychology, as well as from activists and practitioners, are encouraged.

A style guide is available on the journal's website:

www.jsgj.org

Submissions due 30 June 2006
For more information please contact:
Sarah Keenan Mark Thomas
Ph: 0412 805 742 Ph: 0408 714 706
or email: editors@jsgj.org
Sally Sheldon
Visiting Fellow (Jan - March 2006)
Sydney Law School
173-175 Phillip Street
Sydney
NSW 2000
Australia
Tel: +61 2 9351 0285
Fax: +61 2 9351 0200

2.08.2006

Comunidade Oneida

Do JP, com abraços veganos:

"Mais um exemplo de uma experiencia relacionada com alternativas ao amor convencional, a comunidade oneida :
http://www2.udec.cl/~ramartin/oneida.htm "

Para quem nao está nas lides, acrescento eu o óbvio:
www.tamera.org

.

1.11.2006

O filme: LOVE = ME3

Este filme vimos nós os três, numa sala de cinema completamente vazia excepto por nós, a rirmo-nos perdidamente, com os pés em cima da cadeira em frente, e uma cerveja na mão cada um.

A história nao tem nada que saber. Um triângulo. Um gajo, duas gajas. Nada de grandes originalidades, tipo uma gaja e dois gajos, ou três gajas, que é para nao abanar o "estabelecimento", não se vá chocar muitos pilares da sociedade duma só vez. Como é que eles lidam com os problemas de erosão do dia a dia. Nada de esotérico ou conflituoso. Mas marca pontos pelos bons exemplos escolhidos.

O filme é bastante superficial. Tem momentos bons e que penetram bem fundo em quem já passou por situações semelhantes, e outros quase embaraçosos por serem tão "filme amador".

Por outro lado, é subtil que o filme pegue precisamente no quotideano. O quotideano é o grande assassino de relações, monogâmicas ou não. Não o desprezem. Ele está lá e tem todo o tempo do mundo para vos apanhar.

Esta sessão de cinema (nao necessariamente o filme) ficará sempre na minha memória como um dos dias mais bonitos da minha vida. Estávamos os três juntos e não tinhamos vergonha. As coisas corriam bem. Divertiamo-nos juntos. Aprendiamos. Depois mais tarde isso tudo mudou (não acabou). Mas acho que ninguém se arrependeu.

http://www.loveme3.com/
LOVE = ME3

uma das criticas a "LOVE = ME3"

Obrigada a nós mesmos por termos descoberto este filme juntos.

1.06.2006

Passado

Ela está em baixo. Coisas passaram-se na noite anterior.

Perguntou como estavas.
Eu disse-lhe que estavas mal, a entrar num processo de auto-detruiçãoo. Que não te conformavas.
Ela disse que eu tenho que te ajudar.
Eu fiz-lhe ver a minha impotência.
Ela perguntou como te podia te ajudar.
Eu fiz-lhe ver a impotência dela. Poderia sempre dar mais do que dá. Mostrar o que ela gosta de ti. Ser mais que uma amiga. Disse-lhe que tu nao suportavas que ela fosse mais uma "Margarida".
Ela diz que só consegue ter a intimidade que tinham com a pessoa com quem está. (Mal estaria eu com a Anna, se assim comigo fosse.) Que não cosegue dar mais que dá.
Eu perguntei-lhe se era tudo o que tinha ficado.
Ela disse que é assim que sente agora. Não sabe como será no futuro.
Eu disse-lhe então que arranjasse maneiras de falar contigo e fazer-te sentir especial no quadro que conseguisse.
Ela disse que é o que tenta, mas não consegue.
Eu disse-lhe que achava estranho, depois do que se passou, ela desligar-se tanto.
Ela disse que a soluçãoo a três nunca daria, mesmo achando que eu era uma pessoa especial, e que se fartou de um ano a ouvir promessas. Está cansada.
Eu disse-lhe para ela me ligar sempre que precisasse de alguma coisa, de falar.
Ela disse para eu fazer o mesmo.

"Bem Aventurada Infidelidade", um livro

Obrigada á Nina pela sugestão :-)


"Bem-aventurada infidelidade", de Paule Salomon, 2003

"No século XXI a fidelidade talvez não seja já uma virtude, fonte de felicidade e estabilidade, mas sim um medo a abrir-se aos outros, a autorizar-se o desejo e a afirmação de si mesmo. E a infidelidade, ou poli-fidelidade, pode ser concebida não como um factor que perturba a
paz conjugal, mas sim como fidelidade a nós próprios. Em
Bem-aventurada infidelidade Paule Salomon explora, em inúmeros exemplos extraídos da sua experiência como terapeuta, esse obscuro e secreto continente do íntimo e da paixão, do desejo e do ciúme."

ver: http://www.paulesalomon.org

Edição francesa: Bienheureuse Infidélité, Paule Salomon, Editions
Albin Michel, Collection Essais, 2003, 260 p., 18.90€

Edição espanhola: Bienaventurada Infidelidad, Paule Salomon, Editorial
Obelisco, Colección Nueva Consciencia, 2005, 256 p., 11€

12.26.2005

Casamento a três

Mais um artigo, mais um caso, mais um tijolo. A Polyamory está a começar a sair do armário, e aposto o que vocês quiserem que se vai ouvir falar muito disto no próximo ano. Stay tuned at the usual watering holes.

Um trio faz um contracto de coabitação na Holanda como subterfúgio para atingir o reconhecimento ao nível de um "casamento". A mesma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e prevê contractos de economia comum parece prever a legitimação aos olhos da lei de "casamentos" plurais.
a
O artigo descreve a historia das pessoas envolvidas e faz uma análise das consequências legais:
http://www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/006/494pqobc.asp

Acerca da questão, "como seria em Portugal?" passo a citar uma advogada (M.R,):


> Allô, Allô,
>
> Finalmente li o artigo que me enviaste. Falam em
> "contratos de coabitação" como sendo o subterfúgio
> legal de conseguir o casamento. A mim parece-me que
> cá isso seria impossível, em primeiro lugar porque
> não existe a figura dos contratos de coabitação, e
> em segundo lugar, porque, mesmo que fosse possível
> celebrar um contrato deste género com base no
> princípio da liberdade contratual, acho que nenhum
> notário reconheceria validade legal a esse contrato,
> até porque o seu conteúdo seria contra a lei (uma
> vez que reconheceria a bigamia). Consequência, mesmo
> que se conseguisse fazer e validar um contrato deste
> tipo, incorreria-se em dois "perigos": a falta de
> valor legal do contrato e crime de bigamia.
>

Obrigada ao Vasco pelo link. Mais discussões sobre este tema disponíveis na mailing list do poly-pt.


Mais umas achas do Vasco:

"Parece que há um regime de economia comum para 2 ou MAIS pessoas. Parece-me interessante, muito mais que o casamento…leiam a lei e digam de vossa justiça.

http://www.portugalgay.pt/politica/parlamento02.asp

E o das uniões de facto que é apenas para 2 pessoas:

http://www.portugalgay.pt/politica/parlamento03.asp "

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