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7.14.2007

Resumo Geral do LFT (encontro lésbico de primavera)


Publicado na Zona Livre numero 58.
A Zona Livre é o orgao de comunicacao do Clube Safo, grupo de defesa dos direitos das lésbicas.

Tenciono em breve escrever um artigo mais aprofundado sobre a workshop sobre ciumes e compersion (" a minha namorada beija outra e eu fico contente com isso") que é mais em in-tópico em relacao a este blog. O que está abaixo é apenas um resumo geral, de interesse para acomunidade GLBT, activista ou nao.

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O LFT (Lesben FruhlingTreffen, ou Encontro Lésbico de Primavera) teve lugar a 26-28 Maio de 2007 em Marburg, Alemanha.

Achei que poderia ser de interesse para a nossa comunidade escrever um pequeno resumo e partilhar convosco o que vi num encontro que reuniu algumas centenas se nao mais de um milhar de lésbicas. Este encontro é destinado á comunidade lésbica de língua alemã, embora nao seja fechado á participação de lésbicas de outras línguas. Nesse caso, tradução simultânea é proporcionada. Mulheres bisexuais e lésbicas transgénero sao explicitamente benvindas a participar neste encontro.

O LFT tem como conceito base ser um ponto de encontro e partilha entre lésbicas. É uma plataforma para mostrar, comunicar, perguntar, responder, contar, ver, ouvir, sentir, trocar experiências. Sendo assim, é um encontro tanto mais rico quanto a diversidade de quem o visita. Por isso é um evento carregado de consciência e solidariedade sociais: não faz sentido que alguém deixe de vir devido a limitações físicas, cognitivas (por ex. lésbicas portadoras de deficiência) ou financeiras.

A organisação prestou especial atençao para que nao só o campus do evento mas também todos os hoteis, acessos e transportes etc. nao oferecessem dificuldades a lésbicas com mobilidade reduzida. Especialmente as utilisadoras de cadeiras de rodas puderam contar com a ajuda de assistentes (voluntárias). Tradutoras em língua gestual alema para surdas (DGS) estiveram presentes em todas apresentações e workshops. Os programas foram imprimidos em paralelo em versões em Braille e em letras grandes.

Igualmente de acordo com a filosofia de facilitar o acesso a todas, o preco de entrada a pagar por cada lésbica foi calculado (voluntariamente, pela própria, contando com uma eventual honestidade natural de todas as lésbicas) em função do seu ordenado líquido, variando entre 10 e 130Eu. Independentemente do escalão pago, toda a lésbica visitante do LFT teve de fazer duas horas de trabalho comunitário, a escolher e a discutir com a organisação.

A organisação teve a atenção especial de organisar varios tipos de possibilidades de dormida, entre as quais um leque de pensões e hoteis, e também a possibilidade de pernoitar num ginásio ou em quartos privados oferecidos gentilmente por privadas ("bolsa de camas"). Muitas acabaram por escolher o ginásio por não quererem dispensar a experiência de grupo, com todo o empowerment que vem associado. Toda a comida vendida no recinto era de origem "comércio justo", e haviam sempre alternativas vegetarianas ou vegan.

Um encontro destes geralmente nao deixa passar a oportunidade fantastica, proporcionada pela presenca de tantas lésbicas politicamente interessadas, de organisar uma manifestacao. A manifestacao decorreu sob o tema „uma sociedade mais justa“ incluindo pessoas com deficiencia em todos os sectores desde o primeiro minuto e nao só quando ha tempo sobejante ou dinheiro, e por uma vivencia mais socialmente responsavel, quer em geral quer para as mulheres e lesbicas em particiular. Tendo em conta que Marburg tem 70.000 habitantes, e que a manifestaco cerca de 1000 pessoas, imaginem o impacto e a confrontacao.

Entre os varios pontos do programa, lembro por ordem arbirtrária a feira da ladra, a exposicao de arte lésbica, as muitas workshops, as noites de discoteca, e os concertos.
Todas as noites houve vários tipos de programa, desde noites de discoteca até tertúlias em cafés ou concertos por artistas lésbicos. Houve inclusivamente uma noite Open Mic para novos talentos com desejo e coragem de mostrar o seu trabalho. Algo que achei importante foi a visibilidade dada a artesãs ou lojas lésbicas (ex. a Tikala, loja de música online). Gostava também de realcar as workshops pois na minha opinião acabam por ser o prato forte de tal encontro, em que se pode aprender e discutir muito acerca de um tema, geralmente apresentado e moderado por uma especialista.

Algums temas das workshops, selecionados ao acaso (eram muitos!) incluiram: "Tu ressonas!", "Chi-Gong", "Berimbau, modo de emprego", " A farmácia caseira", "Massagem de costas e pescoço", "Anarcofeminismo", "Crítica á situação social de migrantes em Espanha", "Jovens lésbicas", "Partilha entre gerações", "Mulheres e Lésbicas na India", "Controlar o caos interno", " Bolsa de contactos", "Como preparar uma manifestação","Projecto lésbica e terceira idade: uma alternativa aos lares (SAFIA)", " Como alimentar se de ervas daninhas (survival)", "Artes circences", " Didgeridoo", "Divindades femininas", " Teatro de improvisacao, como começar", "Tango", "Parceiras de lésbicas com deficiência", "Que fazer com o poder", "Lésbicas e budismo", "A bíblia traduzida em linguagem feminista"

Acabei por fazer, por nenhuma razão especial: "Círculo de tambores", "Comunicação sem violência" e "Apresentação de brinquedos sexuais". Fiz por razões muito especiais a workshop "A minha amada beija outra mulher e eu fico contente com isso" uma vez que ajudei a preparar a workshop e por o tema me dizer imenso respeito e "Como escrever uma procuracao para TODAS as eventualidades" pelas possibildades que oferece. Pela sua pertinência, gostaria de escrever, noutra oportunidade, um resumo desta ultima, pois é um tema cujo conhecimento permite, além de compensar a actual ausência da extensão da lei do casamento ás pessoas do mesmo sexo, ir mais além e prever mais possibilidades. Para isso gostava que, se alguém se debruçou sobre este tema no contexto da lei portuguesa, que entrasse em contacto comigo.

O encontro acabou com um plenário que contou com a crítica (feita ao vivo e sem censura) da organisação, mas que se saldou positivamente (sem surpresas) e se transformou em louvor quase unânime da organisação. No fim passou-se o testemunho á próxima organisação (Dresden 2008).

Voltei para casa cansadíssima (dormi no tal ginásio, com as mencionadas lésbicas que ressonam abundantemente incluidas no programa), mas com a sensação não só de ter aprendido muita coisa acerca de alguns temas, mas também confortada por ter visto e convivido com tantas mulheres com experiências semelhantes á minha, mas no entanto tão diversas. Este último efeito talvez acabe por ser o mais importante. Encerro este texto fazendo votos para que mais mulheres queer portuguesas um dia tambem queiram e possam se organisar assim, e que queiram partilhar activamente.


mais info (infelizmente em alemao):
http://www.lesbenfruehling.de/marburg2007/html/faq.html

6.21.2006

graswurzel

"Atrás de cada rosto insuspeito uma vida única. E á sua frente, um futuro único"

Extracto modificado de artigo publicado na Zona Livre.

Entreguei no último número da zona livre a tradução de um artigo pessoal e descritivo (da minha amiga e cúmplice de conspiração G. Altenhoeffer) sobre poliamor, esperando começar a discussão sobre o tema. Por algumas respostas que tive (obrigada!) senti-me na necessidade de explicar alguns pontos. Não quis apresentar definições ou grandes dissertações sobre o poliamor, não-mogamia responsável, relações abertas, aneis, redes, triângulos, etc. etc. etc.. Basta apresentar o poliamor como qualquer relação que se afasta conscientemente do modelo monogâmico, e já temos material que baste. Não quis fazer uma apologia do poliamor como um modo de vida que todas devamos abraçar imediatamente e sem excepção. Cada uma sabe de si e o amor (em todas as suas formas) sabe de todas. Quis sim, como disse, em primeiro lugar, lançar a discussão. Em segundo lugar, quis mostrar que há ainda mais diversidade do que se vê em primeira aproximação, mostrar que há outros modos de vida a acontecer mesmo ao nosso lado, e que pedem e merecem visibilidade e respeito. Por fim, quis mostrar ás que, mergulhadas numa sociedade que força o paradigma monogâmico, e vivem ou contemplam viver em poliamor, que não estão tão isoladas como isso: "Nós andamos aí".

As reacções que tenho tido têem sido semelhantes em quantidade e qualidade a reacções ouvidas nos últimos anos noutros ambientes, noutros contextos. Vejo isto como animador, pois parece indicar que diferentes ambientes sociais não influenciam a predominância de um certo tipo de reacção. Estamos pois a falar de um tema que é essencialmente humano e pessoal e que não é influenciado por modas, idade, culturas ou educação. Tive reacções de grande hostilidade (a raiar o insulto), outras de grande cepticismo ("esse modo de vida é sustentável?"). Tive outras de tolerância em que pessoas que não se imaginavam fora do modelo monogâmico aceitavam que isso pudesse ser válido e respeitável para outrem. Dentro deste grupo ouvi muitas referências a uma ou outra história poliamorosa de pessoas delas conhecidas. Finalmente conheci algumas pessoas que se identificavam (em teoria ou em prática) com alguma forma de poliamor.

As tais reacções de hostilidade foram as que me fizeram desenterrar o que vem a seguir. Nas comunidades GLBT de língua alemã, a fracção lésbica que recusa o paradigma monogâmico tomaram como designação para esse movimento a palavra "Schlampagne", que é uma mistura bastante feliz de "Campagne" (campanha, no sentido de luta política) e "Schlampe" (vádia, galdéria, pêga). Do mesmo modo que no início dos movimentos feministas e lésbicos a palavra "lésbica" era usada como insulto pelo vulgo, sendo adoptada pelo movimento, reinventada com um novo sentido positivo, houve mulheres que começaram a usar palavras como "vadia" ou "galdéria" para se autodescreverem como mulheres rebeldes em relações não monogâmicas, fora da boa ordem estabelecida, que não se preocupam minimamente com a reprovação de quem usa tais palavras como insulto intencional. Pergunto-me muitas vezes qual vai ser a palavra portuguesa (existente ou por inventar) que vamos inevitavelmente descobrir para descrever a mesma identidade.

A "Schlampagne" bate-se pela colocação ao mesmo nível de consideração (material e social) de todos os modos de vida, em contrário ao acumular de privilégios (materiais e sociais) de certas formas de relação aprovadas socialmente (estamos a falar de casamento em sentido lato, em todas as suas variantes gay-hetero-religioso-civil-etc). As mulheres dinamisadoras deste projecto têem organisado encontros regulares. Na ordem dos trabalhos destes encontros encontra se a elaboração de estratégias concretas para atingir esse fim. Mas estes encontros têem servido também para três outros objectivos muito importantes. O primeiro é a autoajuda (criação de redes de contactos, encontros, troca de esperiências, descoberta de identidade), o segundo a divulgação (quer dentro das várias comunidades lésbicas quer para a comunidade em geral) e o terceiro a influência política através de colaboração e negociação com organisações de solidariedade.

A modo de conclusão, gostava de acrescentar que não aprecio cega e necessariamente tudo o que se faz "lá fora" a nível de activismo ou auto identificação GLBT. A nossa comunidade é pequena, e por ter pouca gente activa, desenvolve-se mais devagar do que as comunidades "lá fora", é um facto. Mas há muitas vezes a tentação de tomar o estado das coisas (ou pelo menos a face mais visível desse estado de coisas) "lá fora" como a bitola do que as coisas devem ser ou passar a ser nas comunidades GLBT portuguesas. Penso que precisamente por não termos o mesmo ritmo de acontecimentos que "lá fora" temos a oportunidade de evitar repetir os erros de outros e de encontrar uma identidade própria. Isto para explicar que fui buscar este exemplo alemão simplesmente porque o tema me diz pessoalmente muito respeito, porque ilustra os conceitos que tenho estado a tentar explicar, porque é uma faceta do movimento GLBT de "lá fora" que, curiosamente, é pouco conhecido cá, e porque tem muito potencial em termos de discussões instrutivas.

Em Portugal, não sei se queremos ou se alguma vez poderemos atingir tal dimensão e nível de organisação. Esbarramos com os habituais argumentos da massa crítica e a falta de tradição associativa portuguesa. Mas parece haver motivos para se dizer que há bastantes mulheres/lésbicas que vivem ou contemplam viver "de modo contrário á ordem estabelecida". Resta saber se essas mulheres têem interesse em criar as tais redes de contacto e ajuda.


Fontes:
[1] www.graswurzel.net/243/schlampagne.shtml
[2] www.wikipedia.org (poliamor/polyamory)
[3] "Breaking the barriers to desire", K. Lano and C. Parry (ed.).Five Leaves Publications

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7.04.2007

Antidote: Perfil poli-activista completo

(embora diga "completo" no título, este post está permanentemente em construção!)

Antidote,
não é apenas o pseudónimo usado para escrever neste blog. As actividades poliactivistas, (Actividades de informação e divulgação do poliamor como modo de vida válido e merecedor de respeito), com ou sem o poly_portugal, têem sido levadas a cabo com o mesmo pseudónimo. O pseudónimo não é usado para encobrir alguém que escreve ou faz o que lhe apetece sem querer assumir responsabilidades mas sim proteger uma vida profissional. A maior parte das pessoas que se movem no activismo/jornalismo/etc conhecem Antidote pelo seu nome e sabem que a podem chamar à pedra se necessário.


(
em inglês e exaustivo: http://www.diepolytanten.de.tc/impressum/profiles.htm)



Por áreas de actividade:


* Internet:
-
Publicação regular deste blog, o Our Laundry List (informativo, divulgação e contra-corrente)

- Criação e manutenção da página "Die Schlampige PolyTanten" a primeira página em língua alemã dedicada ao poliamor para "damas de todos os géneros" (mulheres e pessoas de identidade transgénero).
- Modera
ção da mailing-list com o mesmo nome e mesmo público alvo.
- Moderação da lista poly_portugal (grupo electrónico de discussão, auto-suporte e intervenção sobre poliamor).
- Participa no blog polyportugal.



* Workshops, apresentações:
- Apresentação, com outras (J. e I.) do workshop "Uma, Muitas, Nenhuma" na Ladyfest, Viena 2007 (resumo, programa).
- Apresentação e discussão sobre poliamor ("O que é poliamor e como o vivemos") a um grupo organizado de jovens lésbicas, "Ragazza" (também com J. e I.).
- Workshop "Poly, why and how to network", com Steffi, na Conferência Schmacht de Páscoa, em Hamburgo, 2008.
- "
Conversas sobre Poliamor", 5 de Junho de 2008, co-organização poly_portugal e Panteras Rosa, com Sérgio (resumo).
- "Poly, Poly support-groups and poly-activism" apresentada conjuntamente com R. ("nuvens no céu azul", deste blog), no "1st Munich's "Poly Begegnungtag", 8 de Fevereiro de 2009 (resumo em breve).



* Marchas LGBT
- Participação, individual, e como poly_portugal, na organização e fundação da 1a Marcha do Orgulho LGBT Porto 2006.
- Participação do poly_portugal na marcha Orgulho LGBT 2007 como associação (ver "colectivos" em http://marcha.orgulhoporto.org/).


* Panfletos
- Elaboração, com Lara, do panfleto "Poliamor no Dia da Mulher"


* Artigos publicados:
- Vários artigos sobre poliamor na Zona Livre, publicação mensal do Clube Safo. (alguns).
- Vários artigos publicados na Krake, "revista de apoio à mulher poliamorosa" (Alguns).
- Bichana, zine das Panteras Rosa (Alguns).



* Mesas/encontros de discussão/informação poliamor:
- Comecei as mesas mensais de discussão e auto suporte sobre poliamor no Porto em 2006 (paradas entretanto)
- Comecei alguns encontros em Lisboa não regulares (exemplo)

(os encontros regulares são felizmente entretanto continuados e organizados exemplarmente por outra pessoa, ver http://www.poliamor.pt.to para mais informação)
- Banca de informação, perguntas e respostas sobre poliamor na festa Porto Pride em 2006 e 2007.
- Moderadora e organizadora do encontro mensal ("stammtisch") QueerPolyMuc, mesa regular sobre poliamor para mulheres e transgénero.



* Campo de Verão
Co-organisou em 2008, co-organisa correntemente em 2009, as Férias em Vale Galdérias ("Ferien in Schlampenau"). Workshops, convívio, networking, utopias. Mais informa
çoes, ver die PolyTanten em "events".



* Contactos com a Imprensa:
Entrevistas á imprensa (Sol, Grazia, Máxima e Jornal de Notícias), sob pseudónimo: http://poliamorpt.com.sapo.pt/press.html


* Divulgação da lista poly_portugal:
- flyer antigo
- flyer novo


Escrevam: antidote [arroba] imensis [ponto] net

(under construction)

6.03.2007

Ladyfest, resumo geral


Escrevi isto para a Zona Livre, publicacao bimensal do Clube Safo.



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Maio foi o mês de todos os encontros e todas as actividades. Depois de um Inverno sossegado em termos políticos e da cena, voltam a haver festas, encontros, tertúlias. Houve o LFT (Encontro Primavera Lésbico, artigo em breve) e houve o Ladyfest, e ainda estamos a ganhar balanco.

A Ladyfest (url: plone.ladyfestwien.org) decorreu em Viena de 16 a 20 Maio de 2007. Define-se como uma festa somente "feita por mulheres ("de todos os géneros" ) para todos", e procura encontrar solucoes alternativas para problemas novos e antigos. Define-se fortemente como contra cultura, intervencionista, de esquerda e como opondo-se fortemente á pressao mainstream de encontrar solucoes "one size fits them all" que neguem a individualidade e diversidade que (felizmente ainda) abundam dentro da(s) nossa(s) sociedade(s). Encoraja por consequência todo o tipo de DIY (Do It Yourself), todo o tipo de diversidade e de discurso e prática politicamente correcta e antidiscriminatória. É também precisamente por esse encorojamento da diversidade e do DIY extremamente divertida e descontraida!!

Este texto pretende ser apenas uma chamada de atencao, até porque eu por motivos pessoais só estive lá o tempo essencial para dar a minha workshop, confraternisar um pouco, trocar uns olhares e voltar para casa. Daquilo que vi, achei que o projecto da Ladyfest (itinerante, e em paralelo em diversas cidades) merece ser seguido com alguma atencao. As leitoras interessadas poderao visitar o site da Ladyfest acima indicado (escrito em inglês e alemao), ver por si o programa e tirar as próprias conclusoes.

A Ladyfest contou com uma componente fortíssima de arte em todas as suas formas, principalmente performativas e musicais. Todas as noites houve diversos concertos e DJaning, mas as artes visuais tambem estiveram presentes através de exposicoes de fotografia e pintura, e exibicao de varios filmes pertinentes para questoes de género e da Resistência contemporânea em geral.

Nao podia deixar de listar algumas das workshops para vos despertar a curiosidade (deixei os textos em inglês sempre que achei que era mais descritivo que em português): "Stencil, ferramenta de arte e intervencao política", "Drag yourself, extend your Self", "Do it yourself: Dyke styling, do your own dyke-clothes", "Escrita criativa, como melhorar um texto ou mandá-lo pela janela", "Da teoria queer á prática politica", "Crashcourse de hardware (computador)", "O viver precário como forma de Resistência na sociedade contemporânea", "Filmes porno queer-feministas", "Tecnologia de som", "Seguranca no computador", "All gender is drag", "Gendering the Wikipedia", " Open source software", "Bondage", e finalmente, a workshop que eu co-moderei, "Uma, nenhuma ou muitas: formas alternativas de relacao".

Todas as workshops foram feitas em inglês sempre que alguem presente o requereu. Muitas vezes houve traducao simultanea para poder agradar a gregos e a troianos, e ninguém se queixou disso. Tentou-se usar linguagem inclusiva de género sempre que possivel, que para mim foi uma novidade e muito interessante ("I love hir", em vez de her ou him, por exemplo).

Ainda consegui participar na "Ladyride", um passeio turístico de bicicleta alternativo pelo centro histórico de Viena, em que durante duas horas pedalamos e vimos imóveis com a sua própria história ou que foram parte da história de diversas resistências, mas que nao fazem parte nem do património público, nem da memória colectiva (ver edifício da PIDE em Lisboa para um exemplo "nosso"). No fim bujecas e vinho verde para todas numa esplanadaLantes da festa da noite.

Acerca da workshop poliamor (Uma, nenhuma ou muitas), apresentada e moderada por mim e a Iljana tenciono escrever em breve, separada e mais detalhadamente. Talvez a venhamos a apresentar em Portugal. Quem tiver interesse e quiser receber uma notificacao, ou propôr temas e questoes, por favor contacte-me por mail. Stay tuned at laundrylst.blogspot.com.


mais sobre a ladyfest:
http://plone.ladyfestwien.org
http://laundrylst.blogspot.com/2007/05/lembrete-ladyfest-em-viena-com-poly.html#links





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